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Documentos confidenciais divulgados pelo jornal The Washington Post revelam que a cúpula das Forças Armadas dos Estados Unidos alertou o secretário de Defesa, Pete Hegseth, sobre a insustentabilidade das operações militares em larga escala contra o Irã. Comandantes estratégicos do Exército, da Marinha e da Força Aérea expressaram objeções formais em relatórios internos, destacando que a continuidade do conflito no Oriente Médio compromete gravemente a prontidão e a capacidade de resposta das tropas em outras regiões do planeta, como a Europa e o Oceano Pacífico.
As divergências registradas indicam que a manutenção de mais de 50 mil militares em estado máximo de alerta e o desvio contínuo de ativos navais — como o envio do porta-aviões USS George Washington para a região — deixaram a frota americana operando com limites operacionais críticos. De acordo com os dados apresentados pelos chefes militares, apenas um quarto dos destróieres navais permanece pronto para emprego imediato. Além do desgaste das tripulações e equipamentos, o desgaste de seis meses de bombardeios esgotou os estoques estratégicos de mísseis interceptadores Patriot, sistemas THAAD e munições de precisão Tomahawk, comprometendo a defesa de aliados na Ásia e da própria infraestrutura interna.
A revelação dos pareceres expôs divergências internas na gestão do Pentágono. Em resposta às publicações, o departamento de imprensa do governo acusou os vazamentos de ilegais, enquanto analistas e parlamentares alertam que o prolongamento indefinido das investidas contra Teerã reduz os estoques defensivos norte-americanos a níveis alarmantes perante a concorrência geopolítica com outras potências globais.
Com informações do jornal The Washington Post
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