80 visitas - Fonte: PlantãoBrasil
A Argentina enfrenta um colapso financeiro sem precedentes, com mais de 20 milhões de cidadãos endividados e cerca de 6 milhões em situação de inadimplência crônica. O cenário levou milhares de trabalhadores às ruas de Buenos Aires na primeira marcha de endividados da história do país para exigir refinanciamentos e regulação do setor financeiro. Em resposta ao desespero social, o presidente Javier Milei e a equipe econômica da Casa Rosada recusaram qualquer intervenção estatal, classificando o esmagamento das famílias como "uma questão entre entes privados".
Diferente do discurso oficial que tenta atribuir o problema ao consumo supérfluo, análises econômicas apontam que cerca de 90% dos atrasos em cartões de crédito decorrem da compra de itens básicos em supermercados. A perda brutal do poder de compra — agravada pelo aumento vertiginoso das tarifas de transporte público e serviços essenciais, que subiram até 2.000% enquanto os salários foram reajustados em patamares muito inferiores — empurrou a população trabalhadora para o crédito emergencial bancário e para aplicativos de financiamento digital.
A impossibilidade de arcar com as dívidas no sistema formal tem empurrado cidadãos vulneráveis para fintechs, cujos juros anuais atingem marcas astronômicas de até 1.500%, e para o mercado informal de agiotagem. Sem mecanismos de socorro público e diante da recusa do governo em limitar taxas abusivas, centrais sindicais e movimentos sociais intensificam a pressão sobre o Congresso argentino para aprovar projetos de lei de emergência de crédito e conter a escalada da pobreza no país.
Com informações da BBC News Brasil
Plantão Brasil foi criado e idealizado por THIAGO DOS REIS. Apoie-nos (e contacte-nos) via PIX: apoie@plantaobrasil.net
Follow @ThiagoResiste
APOIE O PLANTÃO BRASIL - Clique aqui!
Se você quer ajudar na luta contra Bolsonaro e a direita fascista, inscreva-se no canal do Plantão Brasil no YouTube.