Delegado da PF que indiciou Lula era cabo eleitoral de Aécio Neves

Portal Plantão Brasil
26/8/2016 15:04

Delegado da PF que indiciou Lula era cabo eleitoral de Aécio Neves

Márcio Anselmo que comandou investigação e indiciou Lula era cabo eleitoral de Aécio na campanha de 2014, Aécio é um dos mais delatados na Lava Jato e o nunca investigado

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5934 visitas - Fonte: Tijolaço

"No documento, o grupo de trabalho da PF para a Operação Lava Jato expõe conversas e trocas de mensagens entre os investigados e ainda fotos do tríplex.



O delegado Márcio Adriano Anselmo menciona "estranheza" pelo fato de Lula negar conhecer Paulo Gordilho, sendo que os dois aparecem juntos em fotos, “demonstrando dessa forma haver relação de proximidade entre os mesmos”."



Márcio Anselmo era o delegado que dizia que Lula era um bandido, uma anta e Aécio era honesto.



Publica o Estadão que o delegado federal Márcio Anselmo mandou chamar a depor a mulher de Lula, Marisa Letícia, além de seu filho Fábio e os donos do sítio em Atibaia, que o ex-presidente frequenta: Jonas Suassuna e Fernando Bittar.



Nada de mais em Marisa prestar declarações, como qualquer cidadão ou cidadã.



Mas é bom recordar o nível de isenção do delegado que, em princípio, será o responsável por tomar seu depoimento, trazendo o texto do mesmo Estadão, em reportagem de Julia Duailibi, em novembro de 2014.









“Alguém segura essa anta, por favor”, declarou o delegado Marcio Anselmo, ex-coordenador da Operação Lava Jato, em uma notícia cujo título era: “Lula compara o PT a Jesus Cristo”. Ele também falou sobre habeas corpus que foram impetrados nos tribunais a favor dos investigados. “Vamos ver agora se o STF aguenta ou se vai danieldantar”, declarou, numa referência ao banqueiro Daniel Dantas, que teve a prisão revogada pela Corte em 2008.



Ele também compartilhou uma notícia sobre hospedagem de Lula na suíte mais cara do Copacabana Palace. “Assim é fácil lutar contra azelite!!!”, escreveu. Na reta final do 2º turno, fez comentários em outra notícia, na qual Lula dizia que Aécio não era “homem sério e de respeito”. Escreveu: “O que é ser homem sério e de respeito? Depende da concepção de cada um. Para Lula realmente Aécio não deve ser”. O delegado apagou há poucos dias o seu perfil no Facebook.



O mínimo que este senhor deveria fazer é tomar a iniciativa de transferir a outro colega a função de interrogar pessoas que tem como desafetos políticos.



A propósito desta convocação, a assessoria de Lula distribuiu, agora á noite, a seguinte nota, protestando contra as retaliações que vem sofrendo desde que exerceu seu direito de representar ao Comitê de Direitos Humanos da ONU:









Desde que a defesa do ex-presidente Lula denunciou os abusos da Operação Lava Jato ao Comitê de Direitos Humanos da ONU, Lula e sua família vêm sendo alvo de atitudes que só podem ser compreendidas como retaliação.



A convocação da Sra. Marisa Letícia Lula da Silva para prestar depoimento à Polícia Federal – divulgada ao público nesta segunda (8) antes de uma intimação oficial a ela ou à defesa – é o mais recente exemplo desse comportamento.



Na sexta (5) quatro procuradores da Lava Jato valeram-se de um ofício, que deveria tratar objetivamente da suspeição do juiz Sérgio Moro, para fazer acusações infundadas ao ex-presidente Lula, em atuação incompatível com a defesa da legalidade que deveria ser promovida pelo Ministério Público.



Protegidos pelo anonimato, operadores da Lava Jato plantaram na imprensa um calendário do linchamento “penal” que pretendem impor a Lula, antecipando denúncia e condenação para o período pós-Olimpíadas e pós-julgamento do impeachment da presidenta Dilma Rousseff.



A insistência dos operadores em divulgar suspeitas infundadas configura claramente a propaganda opressiva, por meio da qual pretendem submeter o ex-presidente Lula a um julgamento pela mídia, uma aberrante exceção ao estado de direito.



O ex-presidente Lula não teme ser investigado, porque sempre agiu dentro da lei, como sabem, por sinal, os operadores da Lava Jato. E recorreu à ONU para denunciar os abusos de que tem sido vítima, para ter um processo justo e imparcial, de acordo com tratados de Direito Internacional assinados pelo Brasil.



Constranger a esposa de Lula a um depoimento desnecessário, a respeito de informações que já foram prestadas e documentadas em diversas ocasiões, é uma retaliação que apenas reforça a existência de graves violações aos direitos fundamentais do ex-Presidente e de seus familiares.



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