2035 visitas - Fonte: Jornal GGN
Jornal GGN - A defesa do ex-presidente Lula desqualificou a denúncia que a Justiça Federal de Brasília aceitou, na quinta (13), a pedido da Procuradoria do Distrito Federal, na qual o petista é acusado de tráfico de influência em favor da Odebrecht. Em nota, o advogado Cristiano Zanin diz que Lula é vítima de uma "guerra travada por meio de manipulações das leis" para destruir sua imagem com "acusações absurdas e sem provas".
"Nessa nova ação Lula é acusado pelo MPF [Ministério Público Federal] de ter influenciado a concessão de linhas de crédito de R$ 7 bilhões para a Odebrechet e ter recebido, em contrapartida, um plano de saúde para seu irmão e a remuneração por duas palestras que ele comprovadamente fez – em valores que são iguais aos contratos relativos às demais palestras feitas pelo ex-presidente a 41 grupos empresariais", ironizou.
Segundo a defesa, "Lula jamais interferiu na concessão de qualquer financiamento do BNDES. Como é público e notório, as decisões tomadas por aquele banco são colegiadas e baseadas no trabalho técnico de um corpo qualificado de funcionários."
Essa é a terceira vez que Lula vira réu, sendo as outras duas na Lava Jato. O juiz de Brasília, Vallisney de Souza Oliveira, da 10ª Vara Federal, entendeu que a denúncia preenchia os requisitos mínimos para ser admitida. Ele deu o prazo de 10 dias para Lula e mais 10 pessoas - incluindo seu "sobrinho" Taiguara Rodrigues e Marcelo Odebrecht - apresentarem uma defesa formal.
Nessa ação, Lula é acusado de ter auxiliado Taiguara a conseguir contratos com a Odebrecht em Angola. Na visão da Procuradoria, a contrapartida de Lula foram as palestras que a empresa contratou do ex-presidente.
Porém, a pré-delação de Alexandrino Alencar à Lava Jato, que surgiu na imprensa essa semana, contradiz a visão dos procuradores. Alencar garantiu que Lula não recebeu nenhuma contrapartida pelo financiamento que a Odebrecht obteve junto ao BNDES e ainda afirmou que as palestras contratadas foram todas executadas. A delação não foi aceita pela força-tarefa. O GGN fez um levantamento das vezes em que a Lava Jato não aceitou uma delação premiada porque Lula foi inocentado, alegando que os investigados estão protegendo o ex-presidente.
Segundo um trecho de reportagem de Época sobre Lula virar réu pela terceira vez, a Procuradoria do DF admite que as palestras estão comprovadas. Mas diz que prefere apegar-se às suspeitas lançadas pela velha mídia sobre esse serviço.
“Apesar de formalmente justificados os recursos recebidos a título de palestras proferidas no exterior, a suspeita, derivada inicialmente das notícias jornalísticas, era de que tais contratações e pagamentos, em verdade, prestavam-se tão somente a ocultar a real motivação da transferência de recursos da Odebrecht para o ex-presidente Lula”, diz a denúncia.
De acordo com o veículo, os procuradores não divulgaram o valor das palestras que consideram irregulares, mas afirmam que todo o esquema teria movimentado R$ 30 milhões.
Na denúncia consta ainda que a empresa de Taiguara, a Exergia, pagou as despesas pessoais do irmão de Lula, conhecido como Frei Chico, na ordem de R$ 20 mil, direcionados à saúde.
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