Renan derrotou o STF e se mantém na Presidência do Senado, crise institucional pode se agravar

Portal Plantão Brasil
7/12/2016 22:06

Renan derrotou o STF e se mantém na Presidência do Senado, crise institucional pode se agravar

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Depois de ser afastado por uma liminar e se recusar a receber uma intimação judicial, o senador Renan Calheiros (PMDB-AL) venceu o embate e se manteve na presidência do Senado; ministros do Supremo Tribunal Federal julgaram nesta tarde a liminar de Marco Aurélio Mello, que havia afastado Renan do cargo, e decidiram agora mantê-lo, mas tirá-lo da linha sucessória da presidência, uma vez que Renan se tornou réu pelo crime de peculato; placar foi de 6 votos a 3, tendo sido vencidos, além do relator, Marco Aurélio, os ministros Edson Fachin e Rosa Weber



247, com Agência Brasil – A maioria do Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu na tarde desta quarta-feira (7) manter o presidente do Senado Renan Calheiros (PMDB-AL) no cargo. Seis ministros votaram para derrubar a decisão individual do ministro Marco Aurélio, que determinou o afastamento, na última segunda-feira.



Votaram pelo afastamento de Renan os ministros Marco Aurélio, Edson Fachin e Rosa Weber, que acabaram vencidos. Celso de Mello, Dias Toffoli, Teori Zavascki, Luiz Fux, Ricardo Lewandowski e Cármen Lúcia foram contra.



Dois ministros não participaram do julgamento. O ministro Gilmar Mendes está em viagem oficial à Suécia e Luís Roberto Barroso está impedido de julgar a questão porque trabalhou com os advogados da Rede, partido que ingressou com a ação, antes de chegar ao Supremo.



A decisão de Marco Aurélio que afastou Renan foi proferida no início da noite de segunda-feira (5), mas o senador continua no cargo porque a Mesa da Casa se recusou a cumprir a decisão. Os senadores decidiram esperar decisão definitiva do plenário do Supremo.



Votos



Após o intervalo da sessão, o julgamento foi retomado com o voto do ministro Edson Fachin que acompanhou o realtor Marco Aurélio a favor do afastamento de Renan da presidência do Senado. Anteriormente a ele, Celso de Mello tinha votado por manter Renan na presidência da Casa, mas impedí-lo de ocupar a linha sucessória presidencial.



O ministro Teori Zavascki foi o quinto a votar e foi contra o afastamento. Em seu voto, Zavascki também criticou juízes que proferem comentários sobre as decisões de colegas. “Isso causa desconforto pessoal”, disse o ministro. Apesar de não ter citado um caso específico, a manifestação foi motivada pelo comentário feito pelo ministro Gilmar Mendes, que afirmou a um jornalista que Marco Aurélio deveria “sofrer impeachment do cargo”.



Em um voto bastante curto, o ministro Dias Toffoli votou contra o afastamento de Renan, acompanhando a divergência levantada por Celso de Mello. A ministra Rosa Weber votou a favor do afastamento do presidente do Senado, empatando o placar em 3 a 3. Luiz Fux foi o sétimo a votar e também acompanhou o entendimento de Celso de Mello, ou seja, contra o afastamento de Calheiros da presidência.



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