Política

Planalto desmente lobista e aponta uso eleitoral de acusações sem provas

A Secom negou qualquer contato entre o presidente Lula e Roberta Luchsinger, classificando as declarações da lobista como manobra política às vésperas do pleito.

Foto: Presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Foto: Reprodução · Original e licença

A Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República (Secom) emitiu nota oficial rebatendo as declarações da lobista Roberta Luchsinger, que, em entrevista à CNN, fez acusações contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e seu filho, Fábio Luís Lula da Silva. O governo foi enfático ao afirmar que o presidente desconhece os fatos narrados e que jamais manteve qualquer interlocução com a lobista.

Segundo o órgão, não existe nenhum contrato entre o governo federal e Luchsinger. A Presidência destacou o timing das declarações, feitas na reta final do segundo turno das eleições de 2026, e alertou que denúncias desprovidas de comprovação têm sido recorrentemente utilizadas em processos eleitorais para tentar manipular a opinião pública.

Na entrevista, Luchsinger afirmou que pretende buscar um acordo de delação premiada e alegou, sem apresentar provas, que o filho do presidente teria se reunido com representantes da empreiteira Mota-Engil para tratar do projeto do túnel Santos-Guarujá. A lobista, que em 2018 foi candidata a deputada estadual pelo PT, declarou que pretende colaborar com a Polícia Federal em eventuais investigações.

Embora a Secom não tenha respondido detalhadamente a cada ponto sobre as supostas reuniões envolvendo Fábio Luís, reiterou que o presidente não recebeu demandas da lobista e não tem conhecimento das tratativas citadas por ela.

Fonte: Diário do Centro do Mundo

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