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Onda pró-Lula toma capitais europeias em reta final decisiva

Brasileiros no exterior organizam atos massivos em apoio à reeleição de Lula, com mobilizações em Londres, Lisboa, Berlim e Dublin antes do segundo turno.

Foto: Atos pró-Lula no exterior - brasileiros ocupam praça do Parlamento em Londres · Original e licença

A reta final da disputa presidencial de 2026 ganhou as ruas da Europa neste fim de semana. Brasileiros residentes em diversas capitais realizaram manifestações em apoio à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), intensificando a campanha contra o adversário Flávio Bolsonaro (PL) a poucos dias do segundo turno, marcado para 25 de outubro.

Em Lisboa, centenas de manifestantes marcharam pelo centro histórico neste domingo (18), contando com o apoio público do cantor Alceu Valença. O ato percorreu pontos icônicos como o Largo Camões e o Chiado, com gritos de ordem como "Nem filho, nem pai, Bolsonaro nunca mais". Portugal, que concentra um dos maiores colégios eleitorais brasileiros no exterior com mais de 134 mil eleitores, foi palco de uma demonstração de força da militância petista.

Londres e Berlim também registraram mobilizações expressivas. Na capital britânica, a Parliament Square foi ocupada por apoiadores que descreveram o evento como sem precedentes em termos de organização e adesão. Já na Alemanha, sob chuva e frio, manifestantes se reuniram no Portão de Brandemburgo para defender a candidatura de Lula e criticar a influência de grandes empresas de tecnologia no pleito brasileiro.

Em Dublin, o foco do protesto foi a sede da Meta. Brasileiros denunciaram o que classificaram como interferência da gigante de tecnologia nas eleições, após a campanha de Lula acionar o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) contra restrições na distribuição de conteúdos. A empresa negou favorecimento e afirmou seguir as regras eleitorais.

Os atos no exterior refletem a estratégia da campanha petista de ampliar a vantagem conquistada no primeiro turno, quando Lula obteve 157.387 votos fora do Brasil, contra 143.900 de Flávio Bolsonaro. Com a proximidade da votação, a mobilização busca engajar o eleitorado e reduzir a abstenção, que foi um dos desafios da primeira etapa do pleito.

Fonte: Revista Fórum

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