Plano econômico de Flávio Bolsonaro promete corte de R$ 200 bilhões e privatização de estatais
Coordenadora econômica da campanha, Daniella Marques detalha propostas que incluem mudanças no Bolsa Família e a criação de um Ministério da Prosperidade.

Foto: Daniella Marques Crédito: Marcello Casal Jr/Agência Brasil · Original e licença
A ex-presidente da Caixa Econômica Federal, Daniella Marques, que coordena a agenda econômica da candidatura de Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência, reafirmou nesta segunda-feira (19) a intenção de promover um corte de R$ 200 bilhões nos gastos públicos. Em entrevista à rádio CBN Bahia, a economista também defendeu a venda de ativos estatais e mudanças estruturais nos programas sociais.
Um dos pilares da proposta é a criação do chamado 'Ministério da Prosperidade', que ficaria responsável por gerir o Bolsa Família. Segundo Marques, o plano prevê uma regra de transição de dois anos para os beneficiários, com o objetivo de incentivar a entrada no mercado de trabalho ou o empreendedorismo. 'As pessoas não podem ficar presas para sempre no Bolsa Família', afirmou a coordenadora, ressaltando que o auxílio deve ser visto como um início de jornada.
Ao ser questionada sobre o corte de R$ 200 bilhões, a economista não detalhou onde os recursos seriam retirados, mas justificou a medida com críticas à atual gestão federal. Ela afirmou que o objetivo é atingir o que chamou de 'privilégios' e 'supersalários', além de revisar gastos em estatais.
Sobre o futuro das empresas públicas, a campanha propõe a criação de um comitê gestor para avaliar a privatização de ativos. De acordo com Marques, a ideia é profissionalizar a gestão das estatais e das agências reguladoras antes de definir quais companhias serão mantidas sob controle estatal e quais serão monetizadas pelo governo.
Fonte: Brasil 247

O que você acha desta notícia?
Seja o primeiro a compartilhar sua opinião.