Lindbergh Farias aciona PF para localizar testemunha-chave em esquema envolvendo Flávio Bolsonaro
Deputado petista pede proteção e depoimento de suposta laranja de Willer Tomaz, advogado ligado ao senador e candidato à Presidência.

Foto: Lindbergh Farias e Flávio Bolsonaro Crédito: Kayo Magalhães / Câmara dos Deputados I Geraldo Magela/Agência Senado · Original e licença
O deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ) protocolou, nesta terça-feira (20), um pedido urgente à Polícia Federal para localizar e garantir a proteção de Lídia Maria Figueiredo Mazelli. A mulher, apontada como empregada doméstica, é suspeita de atuar como laranja de Willer Tomaz, advogado investigado por lavagem de dinheiro e aliado próximo do senador e candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro.
Lídia está desaparecida desde setembro e ocupou cargos de direção em 14 empresas ligadas ao advogado, incluindo a offshore Alcazar Holdings e a RioPag, processadora de pagamentos da Loterj. O pedido de Lindbergh, que tramita no inquérito sob relatoria do ministro Alexandre de Moraes, no STF, visa impedir que a testemunha seja usada como bode expiatório e esclarecer quem detinha o controle real das operações financeiras.
A investigação ganhou contornos críticos após a PF identificar que uma conta de Flávio Bolsonaro compartilhava o mesmo 'usuário master' de acesso bancário utilizado pela Alcazar Holdings. Documentos indicam que, em maio de 2025, houve uma tentativa de desvincular a conta do senador desse perfil de acesso. Além disso, Lídia, apesar de declarar renda de um salário mínimo, aparece em registros como responsável por transações milionárias, incluindo a compra de uma mansão em Angra dos Reis.
O caso se soma a outros inquéritos que miram o senador no Supremo. Além da investigação conduzida por Moraes sobre as conexões financeiras com Willer Tomaz, Flávio Bolsonaro também é alvo de apuração sob relatoria do ministro André Mendonça, que investiga possíveis irregularidades no financiamento do filme biográfico 'Dark Horse'.
Fonte: Brasil 247

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