Política · Justiça

MPT investiga denúncia de assédio eleitoral na gestão Ricardo Nunes em São Paulo

Ministério Público do Trabalho apura suspeitas de pressão sobre servidores e funcionários de creches conveniadas para apoiar a candidatura de Flávio Bolsonaro.

Foto: Ricardo Nunes, Flávio Bolsonaro e Tarcísio de Freitas. Reprodução · Original e licença

O Ministério Público do Trabalho (MPT) confirmou, nesta terça-feira (20), a abertura de uma investigação para apurar denúncias de suposto assédio eleitoral envolvendo a Prefeitura de São Paulo. O caso, que coloca sob suspeita a gestão do prefeito Ricardo Nunes (MDB), baseia-se em registros de áudio e vídeo nos quais o gestor aparece orientando servidores comissionados a engajarem-se na campanha de Flávio Bolsonaro (PL).

Nas gravações, Nunes incentiva o uso de materiais de campanha, a mobilização em redes sociais e a participação ativa em atos políticos. Em um dos trechos, o prefeito chega a afirmar: “Precisamos colocar o adesivo no nosso carro, colocar o 22 no peito e nas nossas redes sociais”. O chefe do Executivo municipal também utilizou o espaço para atacar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, declarando que o objetivo seria dar um “cartão vermelho” ao petista no segundo turno.

Além da atuação direta junto aos comissionados, o MPT investiga relatos de pressão em entidades conveniadas à prefeitura. Uma funcionária de uma creche vinculada à ONG Pleno Viver denunciou, sob condição de anonimato, que a direção da unidade convocou os trabalhadores para um ato político na Avenida Paulista, realizado no último domingo (18). Segundo o relato, a participação foi tratada como uma convocação, com a promessa de folgas como compensação pelo comparecimento.

Em nota, o MPT informou que os fatos estão sob análise e que, no momento, não há mais detalhes a serem divulgados. Até a última atualização desta reportagem, a Prefeitura de São Paulo não havia se manifestado sobre as denúncias de assédio eleitoral.

Fonte: Diário do Centro do Mundo

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