Campanha de Lula aciona TSE para pedir anulação da candidatura de Flávio Bolsonaro
Equipe petista alega favorecimento algorítmico por parte da Meta e busca medida judicial contra o adversário na reta final da disputa eleitoral.

Foto: Inteligência artificial do WhatsApp continuou gerando imagens com referências a Flávio Bolsonaro e ao número 22, mesmo após a Meta anunciar medidas para bloquear conteúdos eleitorais, segundo testes realizados Crédito: Reprodução | Agência Senado · Original e licença
A campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) prepara um pedido ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para solicitar a anulação da candidatura de Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência. A medida, confirmada por fontes da equipe petista à agência AFP e reportada pelo jornal O Povo, baseia-se em denúncias de suposto favorecimento ao senador por meio de manipulação algorítmica nas plataformas da Meta.
O embate jurídico ocorre em um momento de tensão na reta final do segundo turno, marcado para o próximo dia 25 de outubro. A campanha de Lula sustenta que houve restrições indevidas ao alcance de seus conteúdos no Instagram e no WhatsApp, além de apontar que ferramentas de inteligência artificial da empresa teriam se recusado a produzir material sobre o petista, enquanto aceitavam solicitações equivalentes envolvendo o candidato do PL.
O TSE tem monitorado a atuação da Meta e, na última segunda-feira (19), estabeleceu um prazo de 24 horas para que a companhia comprovasse o cumprimento da determinação de tratamento igualitário entre os candidatos, sob pena de multa diária de cerca de R$ 1 milhão. A empresa afirmou ter atendido à ordem judicial e negou qualquer favorecimento, atribuindo as falhas a incidentes técnicos globais.
Em paralelo, o Comitê de Supervisão da Meta, órgão independente, reportou a existência de falhas recorrentes nas plataformas durante o pleito brasileiro e nas eleições legislativas dos Estados Unidos. Embora o comitê não tenha concluído pela existência de favorecimento deliberado, a Meta informou ter retirado de circulação 720 publicações que utilizavam inteligência artificial sem a devida identificação, reforçando as medidas de controle sobre o conteúdo eleitoral.
Fonte: Brasil 247

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