Baixa produtividade e ausências marcam o histórico de Flávio Bolsonaro no Senado
Candidato à Presidência em 2026, Flávio Bolsonaro acumula apenas uma lei aprovada em sete anos de mandato e alto índice de faltas em votações cruciais.

Foto: - Flávio Bolsonaro. Anderson Romao/AGIF (Photo by Anderson Romão / AGIF via AFP · Original e licença
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), que disputa a Presidência da República em 2026, chega ao final de seu mandato com um histórico legislativo marcado pela baixa produtividade. Desde que assumiu o cargo em 2019, o parlamentar teve apenas um projeto de sua coautoria transformado em lei: a Lei nº 15.364/2026, que trata de microcrédito, sancionada com vetos pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
A atuação de Flávio no Senado tem sido mais notável por suas posições em pautas polêmicas do que pela proposição de normas. O senador, que mantém uma estrutura de 25 funcionários entre Brasília e Rio de Janeiro, registrou ausência em 43% das deliberações nominais da Casa ao longo de 2026. Entre as votações que ignorou, estão temas como a ampliação da licença-paternidade, a regulamentação do transporte rodoviário e o debate sobre o fim da escala de trabalho 6x1.
Em contrapartida, o candidato foi ativo em pautas alinhadas ao desmonte de proteções ambientais e direitos territoriais. Em 2025, votou a favor do projeto de licenciamento ambiental, que flexibilizou regras para atividades poluidoras, e apoiou a PEC do marco temporal das terras indígenas. Além disso, é coautor de um projeto que busca retirar da Funai e do Ministério da Justiça a exclusividade na demarcação de terras, transferindo a decisão final ao Congresso.
O perfil de votações de Flávio Bolsonaro remete ao seu período como deputado estadual na Alerj. Em 2009, ele foi o único parlamentar a votar contra a ampliação da licença-maternidade para servidoras públicas estaduais, alegando na época que a medida poderia "prejudicar a contratação de mulheres pela iniciativa privada". No mesmo ano, também se posicionou contra a restrição do porte de armas para policiais envolvidos em casos de violência doméstica.
Fonte: Revista Fórum

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