Política · Justiça

Flávio Bolsonaro evita abrir sigilos e tenta desviar foco com novas exigências ao TSE

Enquanto Lula formaliza autorização para abertura de dados bancários e fiscais, senador do PL apresenta petição com pedidos de informações sobre terceiros e aliados do presidente.

Foto: Lula e Flávio Bolsonaro Crédito: Ricardo Stuckert I Vittor Sales · Original e licença

O senador Flávio Bolsonaro (PL) evitou, nesta quarta-feira (21), formalizar a abertura de seus próprios sigilos bancário, fiscal e telefônico, respondendo ao desafio lançado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Em vez de autorizar a divulgação de seus dados, a defesa do parlamentar protocolou uma petição no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) exigindo o acesso a informações de familiares, empresas e aliados do petista.

A movimentação, apurada pela jornalista Letícia Casado, do UOL, ocorre após o presidente Lula oficializar, na terça-feira (20), a entrega de seus dados e os de sua família à Justiça Eleitoral, condicionando a medida à reciprocidade de seu adversário. Enquanto o requerimento de Lula foca na transparência direta dos candidatos, a estratégia da campanha de Flávio busca ampliar o escopo para incluir terceiros, sem, contudo, apresentar a autorização equivalente para os próprios registros.

Na petição enviada ao ministro André Mendonça, relator do caso, a defesa do senador alega que eventuais irregularidades estariam ocultas em sigilos de pessoas próximas ao presidente, embora não tenha apresentado provas que sustentem a tese de uso de terceiros para ocultação patrimonial. Entre os pedidos, a campanha de Flávio solicita dados do Instituto Lula, registros de voos da FAB, agendas da primeira-dama Janja da Silva e detalhes sobre reuniões com o banqueiro Daniel Vorcaro.

O impasse mantém a controvérsia aberta na reta final da campanha. O desafio original, feito durante o debate da Band no último domingo (18), visava a comparação direta das contas dos candidatos. Até o momento, o TSE não emitiu decisão sobre as novas solicitações, e o senador segue sem protocolar a autorização que permitiria a transparência total exigida pelo presidente.

Em resumo

  • Lula protocolou autorização para abertura de seus sigilos e de sua família, condicionada à reciprocidade de Flávio Bolsonaro.
  • Flávio Bolsonaro não abriu seus dados e apresentou petição ao TSE exigindo informações sobre aliados e familiares do presidente.
  • A campanha de Lula questiona a empresa Alcazar Holdings, ligada ao senador, enquanto a defesa de Flávio pede registros de reuniões e agendas oficiais do governo.

Fonte: Brasil 247

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