Investigação aponta elo entre ex-chefe de gabinete de Flávio Bolsonaro e esquema de rachadinha
Relatório do Ministério Público do Rio de Janeiro detalha atuação de Mariana Lúcia da Silva Ramos Mota na arrecadação de salários de assessores antes de Fabrício Queiroz.

Foto: Fabrício Queiroz e Flávio Bolsonaro. Foto: Reprodução · Original e licença
Documentos do Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) revelam novos detalhes sobre a estrutura de arrecadação de salários no gabinete de Flávio Bolsonaro na Assembleia Legislativa do Rio (Alerj). Segundo os investigadores, Mariana Lúcia da Silva Ramos Mota, que chefiou o gabinete do parlamentar, teria sido a responsável por recolher parte dos vencimentos de assessores antes que a função fosse assumida por Fabrício Queiroz.
O relatório aponta que, entre janeiro de 2007 e março de 2008, Mariana recebeu R$ 39,4 mil do ex-assessor Jorge Luis de Souza. O valor, identificado após a quebra de sigilos bancário e fiscal, representava cerca de 45% do salário do servidor. Além disso, a promotoria destaca que a ex-chefe de gabinete sacou aproximadamente R$ 134 mil em espécie durante o período em que esteve no cargo, montante equivalente a 40% de seus próprios rendimentos.
As investigações também expõem a proximidade entre Mariana e o círculo íntimo da família Bolsonaro. Ela era amiga próxima de Ana Cristina Siqueira Valle, ex-mulher de Jair Bolsonaro. Na época, enquanto Mariana atuava no gabinete de Flávio, Ana Cristina ocupava cargo equivalente no gabinete de Carlos Bolsonaro. O vínculo se estendia à esfera empresarial: Catarina Ramos Mota, filha de Mariana, foi nomeada assessora no gabinete de Flávio e integrou o quadro societário de uma empresa de Ana Cristina.
Em resumo
- Mariana Lúcia da Silva Ramos Mota é apontada pelo MPRJ como articuladora da arrecadação de salários de assessores antes de Fabrício Queiroz.
- O Ministério Público identificou repasses de R$ 39,4 mil de um assessor para a conta de Mariana entre 2007 e 2008.
- A ex-chefe de gabinete mantinha laços pessoais e empresariais com Ana Cristina Siqueira Valle, ex-mulher de Jair Bolsonaro.
- As conclusões fazem parte de investigações sobre o gabinete de Flávio Bolsonaro e representam alegações do Ministério Público.
Fonte: Diário do Centro do Mundo

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