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Rede de exploração sexual: entidades levam denúncia contra banqueiro à PGR

Coletivos de direitos humanos e advogadas pedem investigação rigorosa contra Daniel Vorcaro por esquema internacional de tráfico de mulheres e lavagem de dinheiro.

Foto: Daniel Vorcaro Crédito: Reprodução/PF · Original e licença

Uma coalizão de organizações de defesa dos direitos humanos, coletivos feministas e centros de apoio a migrantes acionou a Procuradoria-Geral da República nesta quarta-feira, 21 de outubro. O grupo apresentou uma notícia-crime contra Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master, que se encontra preso desde março deste ano. A peça jurídica aponta o envolvimento do banqueiro em uma rede internacional de tráfico de pessoas, exploração sexual, estupro de vulnerável e lavagem de dinheiro.

A denúncia fundamenta-se em reportagem recente que expôs um esquema milionário de recrutamento de mulheres estrangeiras, muitas delas refugiadas de zonas de conflito como Ucrânia, Rússia e Venezuela. Segundo o documento, o empresário teria destinado milhões de reais para financiar a operação, utilizando a agência Allure Eventos como fachada para viabilizar o trânsito internacional das vítimas sob o pretexto de atividades de moda.

As advogadas responsáveis pela ação destacam que o grupo criminoso explorava a extrema vulnerabilidade socioeconômica das mulheres, confiscando seus meios de comunicação e impondo regimes de controle durante viagens a destinos como Dubai e capitais europeias. A petição sustenta que, diante do cenário de deslocamento forçado e dependência, qualquer alegação de consentimento por parte das vítimas é juridicamente nula.

O pedido protocolado junto ao procurador-geral Paulo Gonet exige que o Estado brasileiro adote uma perspectiva de gênero e raça nas investigações, garantindo proteção integral e assistência às mulheres envolvidas. Além disso, as entidades solicitam que o caso seja remetido ao Supremo Tribunal Federal para unificação com a Petição nº 16.662/DF, visando rastrear a movimentação financeira de cerca de 70 milhões de dólares que teria sustentado a estrutura criminosa.

Em resumo: - Entidades de direitos humanos denunciaram Daniel Vorcaro por tráfico de pessoas e exploração sexual. - O esquema utilizava uma agência de modelos como fachada para recrutar mulheres em situação de vulnerabilidade. - O grupo pede que a PGR investigue o caso e o envie ao STF para unificação processual.

Fonte: Brasil 247

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