Política · Justiça

Secretária de Cultura de Natal usa discurso higienista para apoiar Flávio Bolsonaro

Iracy Gois de Azevedo, titular da Cultura em Natal, gerou revolta ao associar apoio político a termos de limpeza social, em meio a restrições judiciais contra aliados de Bolsonaro.

Foto: Iracy Gois de Azevedo, Secretária Municipal de Cultura de Natal. Foto: Divulgação · Original e licença

A gestão cultural de Natal está no centro de uma polêmica após a secretária da pasta, Iracy Gois de Azevedo, utilizar termos de conotação higienista para declarar apoio ao senador Flávio Bolsonaro. Em uma rede social, a também presidente da Funcarte afirmou que seu grupo representa a família, a higiene e a limpeza. A postagem foi deletada pela gestora diante da repercussão negativa imediata.

O comentário surgiu em uma publicação do vereador e deputado estadual eleito Daniel Valença (PT), que discutia uma ordem judicial recente sobre manifestações políticas. Valença manifestou preocupação com o teor da fala, questionando se a secretária estaria defendendo a eliminação de opositores ou promovendo uma política de exclusão social contra os mais pobres. A vereadora Brisa Bachi (PT) reforçou as críticas, apontando que é inadmissível que uma autoridade responsável pela diversidade cultural utilize um vocabulário que estimula o ódio e a intolerância.

A discussão ocorre em um cenário de tensão política na capital potiguar. O desembargador eleitoral Paulo Pinheiro impôs limites ao uso de aparelhos sonoros em atos políticos próximos a escolas e universidades. A medida judicial foi uma resposta direta a um episódio de violência ocorrido na segunda-feira (19), quando um aluno foi agredido durante um ato pró-Bolsonaro na UFRN. A mobilização, que contou com a presença do deputado federal Girão e da deputada estadual eleita Camila Araújo, ocorreu sem permissão da instituição e resultou em danos ao patrimônio público e interrupção das atividades acadêmicas.

Em resumo: - A secretária de Cultura de Natal, Iracy Gois de Azevedo, associou o bolsonarismo a conceitos de higiene e limpeza, gerando acusações de discurso fascista. - Parlamentares do PT repudiaram a fala, destacando a gravidade de uma gestora pública promover retórica de exclusão. - A Justiça Eleitoral restringiu o uso de som em atos políticos após agressões e vandalismo causados por apoiadores de Flávio Bolsonaro na UFRN.

Fonte: Diário do Centro do Mundo

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