Executivo da Meta deixa cargo em meio a denúncias de viés eleitoral no Brasil
Joel Kaplan, diretor de políticas globais da Meta, anuncia saída da empresa enquanto a plataforma enfrenta questionamentos sobre favorecimento a Flávio Bolsonaro.

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A Meta, gigante tecnológica proprietária do Facebook, Instagram e WhatsApp, comunicou nesta terça-feira (20) a saída de Joel Kaplan, seu diretor de políticas globais. O executivo, que possui um histórico de proximidade com o Partido Republicano nos Estados Unidos e atuou no governo de George W. Bush, deixará a companhia em 2027, após um período de transição que se estende até depois das eleições legislativas norte-americanas de novembro.
A movimentação na cúpula da empresa ocorre em um momento de intensa pressão sobre a atuação da plataforma no Brasil. A campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) formalizou denúncias apontando que algoritmos da Meta estariam restringindo o alcance de conteúdos favoráveis ao petista, enquanto beneficiariam a candidatura de Flávio Bolsonaro (PL). Além disso, a ferramenta Meta AI foi alvo de críticas por supostamente bloquear a geração de imagens de Lula, enquanto permitia solicitações similares sobre seu adversário.
Em resposta, a Meta atribuiu as falhas a problemas técnicos, negando qualquer intenção de favorecimento político deliberado. A empresa informou que correções foram implementadas, mas o caso segue sob monitoramento rigoroso. O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) determinou que a plataforma garanta isonomia entre os candidatos e solicitou que o Ministério Público Eleitoral avalie as medidas adotadas pela rede social.
A repercussão das denúncias ultrapassou as fronteiras nacionais. Organizações da sociedade civil acionaram o Congresso dos Estados Unidos para investigar a conduta da Meta no pleito brasileiro, e especialistas vinculados à ONU também exigiram esclarecimentos. A executiva Dina Powell McCormick assumirá as responsabilidades de relações externas anteriormente sob o comando de Kaplan.
Em resumo
- Joel Kaplan, diretor de políticas globais da Meta, anunciou sua saída da empresa.
- A campanha de Lula acusa a plataforma de favorecer Flávio Bolsonaro via algoritmos e IA.
- O TSE exigiu tratamento igualitário e o Ministério Público Eleitoral analisa as explicações da companhia.
- O caso gerou pedidos de investigação internacional junto ao Congresso dos EUA e à ONU.
Fonte: Revista Fórum

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