Justiça Eleitoral é acionada contra chapa de Flávio Bolsonaro por suspeita de manipulação digital
A coligação que apoia a reeleição de Lula levou ao TSE denúncias de favorecimento da Meta à chapa de Flávio Bolsonaro, pedindo a cassação dos candidatos e a inelegibilidade de aliados.

Foto: Luiz Inácio Lula da Silva e Flávio Bolsonaro avançam ao segundo turno da eleição presidencial, marcado para 25 de outubro Crédito: Ricardo Stuckert I Divulgação · Original e licença
Uma ofensiva jurídica foi movida pela equipe de coordenação da candidatura de Luiz Inácio Lula da Silva junto ao Tribunal Superior Eleitoral. O objetivo central é investigar o que os advogados da coligação descrevem como um esquema de favorecimento sistemático por parte da Meta, empresa que controla redes sociais como Facebook, Instagram e WhatsApp, em benefício da chapa encabeçada pelo senador Flávio Bolsonaro e seu vice, Alfredo Gaspar.
O documento entregue à Corte Eleitoral sustenta que houve abuso de poder econômico e uso indevido dos meios de comunicação. Conforme a representação, a infraestrutura tecnológica dessas plataformas teria sido utilizada para impulsionar a candidatura bolsonarista de forma desigual, enquanto impunha barreiras técnicas e bloqueios ao conteúdo produzido pela campanha petista. Entre os exemplos citados, estão o uso de inteligência artificial para criar peças favoráveis ao senador e dificuldades operacionais no impulsionamento de materiais de campanha do PT.
O senador Camilo Santana, que coordena a articulação política da campanha, afirmou que a medida tornou-se necessária após diálogos infrutíferos com representantes da empresa. A petição vai além da cassação da chapa, solicitando que a Justiça declare a inelegibilidade por oito anos de Flávio Bolsonaro, do influenciador Pablo Marçal e do empresário Tallis Gomes, sob a alegação de que a integridade democrática e a soberania nacional estariam sob risco devido à influência de algoritmos estrangeiros.
Em resposta aos questionamentos levantados, a Meta declarou que não houve qualquer tipo de interferência deliberada ou preferência política em suas ferramentas. A companhia justificou os problemas apontados pela equipe de Lula como decorrências de falhas técnicas pontuais no sistema.
Em resumo: - Campanha de Lula pede cassação da chapa de Flávio Bolsonaro por suposto abuso de poder econômico. - Ação aponta favorecimento da Meta e uso desigual de ferramentas de IA e impulsionamento. - Pedido inclui inelegibilidade de Flávio Bolsonaro, Pablo Marçal e Tallis Gomes por oito anos. - Meta nega irregularidades e atribui as falhas a problemas técnicos.
Fonte: Brasil 247

O que você acha desta notícia?
Seja o primeiro a compartilhar sua opinião.