Lula aceita 19 condições de Flávio Bolsonaro e promete resposta dura sobre sigilos
Em ato de campanha em Belo Horizonte, o presidente Lula afirmou que a equipe de Flávio Bolsonaro tentou recuar do desafio de abrir sigilos bancários e telefônicos.

Durante um ato de campanha realizado em Belo Horizonte nesta quarta-feira (21), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva subiu o tom contra seu adversário, Flávio Bolsonaro (PL). O petista afirmou que o senador tentou se esquivar do desafio de abrir seus sigilos bancário e telefônico ao impor 19 condições para a medida.
A campanha de Lula anunciou que aceitou integralmente todas as exigências feitas pela equipe de Flávio, que incluem a abertura de dados de candidatos, familiares e empresas vinculadas. O desafio original havia sido lançado pelo presidente durante o debate da Rede Bandeirantes, no último domingo (18).
Em seu discurso, Lula comparou a disputa a uma partida de truco e garantiu que não deixará o adversário sem resposta. "Ele não tem nenhuma carta boa, só tem mentira", declarou o presidente, prometendo cobrar explicações sobre as relações do senador com o ex-controlador do Banco Master, Daniel Vorcaro, e outros personagens sob investigação.
O presidente também confirmou que utilizará o debate da TV Globo, marcado para sexta-feira (23), para confrontar o adversário sobre vínculos com milicianos e episódios de violência. Lula reforçou que sua postura será de combate à desinformação, afirmando que não permitirá que o oponente minta durante o confronto televisivo.
Além do embate político, o presidente anunciou sua entrada no canal de WhatsApp "Exército do Lula", gerido pelo deputado federal André Janones (Rede-MG). Lula revelou que recebeu um aparelho celular do governador do Piauí, Rafael Fonteles, para se integrar diretamente à mobilização digital da campanha.
Em resumo
- Lula aceitou as 19 condições impostas por Flávio Bolsonaro para a abertura de sigilos bancários e telefônicos.
- O presidente prometeu confrontar o adversário no debate da TV Globo sobre investigações e vínculos com milicianos.
- Lula anunciou sua adesão ao canal de WhatsApp "Exército do Lula" para reforçar a mobilização digital na reta final do segundo turno.
Fonte: Brasil 247

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