Política

Memória e resistência: profissionais da saúde são convocados a barrar o bolsonarismo nas urnas

Em carta aberta, o autor relembra o impacto da pandemia no Amazonas e apela aos profissionais da saúde para rejeitarem a candidatura de Flávio Bolsonaro.

O trauma deixado pela pandemia de Covid-19, que vitimou mais de 700 mil brasileiros, segue como um divisor de águas na política nacional. No Amazonas, onde o colapso do sistema de saúde em Manaus resultou em 9.940 mortes de um total de 14.414 óbitos no estado, a memória do período é marcada pela escassez de oxigênio e pela resistência dos trabalhadores da linha de frente.

Em uma carta aberta direcionada aos profissionais da área, o autor Luciano Teles resgata o cenário de 2020 e 2021, criticando duramente a gestão de Jair Bolsonaro. O texto aponta o que classifica como sabotagem deliberada às medidas de isolamento, o descaso com a ciência e a promoção de discursos antivacina como fatores que agravaram a crise sanitária.

O documento destaca o papel fundamental do Sistema Único de Saúde (SUS) e homenageia os trabalhadores que arriscaram a própria vida no atendimento aos pacientes. O autor argumenta que a postura da família Bolsonaro durante a emergência sanitária foi incompatível com a defesa da vida e da família, temas frequentemente utilizados pelo grupo político.

Com o pleito eleitoral marcado para o próximo dia 25 de outubro de 2026, o texto conclui com um apelo direto à categoria. O autor defende que os profissionais da saúde devem utilizar o voto como forma de expurgar o bolsonarismo, rejeitando a candidatura de Flávio Bolsonaro nas urnas.

Em resumo

  • O Brasil contabilizou mais de 700 mil mortes por Covid-19, com impacto severo no Amazonas.
  • O texto critica a gestão de Jair Bolsonaro por negar a ciência e sabotar medidas de proteção.
  • Profissionais da saúde são convocados a votar contra Flávio Bolsonaro no pleito de 25 de outubro de 2026.

Fonte: Brasil 247

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