Rui Falcão aciona PGR para investigar pagamentos milionários a escritório de Flávio Bolsonaro
Deputado petista questiona repasses de R$ 4 milhões feitos por advogado reconduzido ao CNMP com apoio do senador.

O deputado federal Rui Falcão (PT-SP) protocolou, nesta quarta-feira (21), uma representação junto à Procuradoria-Geral da República (PGR) solicitando a investigação do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e do advogado Edvaldo Nilo de Almeida. O pedido aponta suspeitas de corrupção, lavagem de dinheiro e falsidade ideológica envolvendo pagamentos de R$ 4 milhões realizados ao escritório do parlamentar em 2025.
A denúncia baseia-se na proximidade temporal entre os repasses e a atuação de Flávio Bolsonaro na recondução de Edvaldo Nilo ao Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP). Segundo a representação, o escritório de Flávio emitiu duas notas fiscais de R$ 2 milhões cada, sob a descrição genérica de "Assessoria Jurídica", sendo a última delas emitida apenas 22 dias antes da votação que confirmou o advogado no cargo, em novembro de 2025.
Rui Falcão destaca que o senador participou ativamente da tramitação da indicação na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) e no plenário do Senado, sem declarar impedimento, apesar de ter recebido valores do escritório do indicado. O parlamentar petista solicita a quebra de sigilos bancário e fiscal dos envolvidos para verificar a origem dos recursos e se houve efetiva prestação de serviços advocatícios.
Em resposta, Edvaldo Nilo de Almeida declarou que os pagamentos são fruto de um contrato de parceria para trabalhos jurídicos privados, sem envolver verbas públicas. A PGR deverá agora analisar os elementos apresentados para decidir sobre a abertura de um inquérito formal no Supremo Tribunal Federal.
Em resumo
- Rui Falcão pede investigação sobre R$ 4 milhões pagos pelo escritório de Edvaldo Nilo ao de Flávio Bolsonaro.
- Repasses ocorreram pouco antes de Flávio votar pela recondução de Nilo ao CNMP.
- Representação solicita quebra de sigilos e apuração de possíveis crimes de corrupção e lavagem de dinheiro.
- Defesa do advogado alega que valores referem-se a serviços jurídicos privados.
Fonte: Brasil 247

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