Política

Plano de aliados de Flávio Bolsonaro mira expurgo ideológico no Itamaraty

Assessores do PL desenham estratégia para substituir diplomatas e reorientar a política externa brasileira em um eventual governo de Flávio Bolsonaro.

Assessores ligados a parlamentares do PL iniciaram o mapeamento de postos estratégicos no Itamaraty com o objetivo de promover uma reestruturação ideológica no corpo diplomático brasileiro. Segundo informações divulgadas pelo jornalista Jamil Chade, no Vero Notícias, a iniciativa busca evitar que setores do funcionalismo público criem resistências a uma eventual gestão de Flávio Bolsonaro, repetindo o que aliados consideram ter sido um entrave durante o governo de Jair Bolsonaro.

A estratégia, inspirada na atuação de Marco Rubio no Departamento de Estado dos Estados Unidos, prevê o esvaziamento de divisões internas e a substituição de embaixadores por nomes alinhados ao espectro da extrema direita. O plano inclui uma revisão profunda da atuação do Brasil na ONU e o remanejamento de chefias em capitais europeias como Paris, Roma, Londres e Madri. Em Washington, a troca da embaixadora Maria Luiza Viotti é tratada como prioridade pelo grupo.

Além das mudanças de comando, a equipe de planejamento realiza uma devassa no histórico digital de diplomatas, monitorando interações em redes sociais sobre temas como pautas progressistas, movimentos sociais e o governo Lula. O projeto também contempla uma reaproximação com o governo de Israel e a possível indicação do ex-chanceler Ernesto Araújo para a embaixada em Buenos Aires, visando estreitar laços com a gestão de Javier Milei.

Internamente, o Itamaraty observa a movimentação com cautela. Enquanto setores ultraconservadores e monarquistas sinalizam apoio ao projeto, alas ligadas ao agronegócio defendem nomes como o do diplomata Roberto Azevêdo para tentar manter uma imagem de moderação perante o mercado internacional. A definição sobre o comando da pasta, contudo, permanece em aberto.

Em resumo

  • Aliados de Flávio Bolsonaro mapeiam postos diplomáticos para futuras substituições ideológicas.
  • O plano prevê mudanças na representação brasileira na ONU e em embaixadas europeias.
  • Há monitoramento do histórico digital de diplomatas em busca de afinidades com pautas progressistas.
  • Ernesto Araújo é cotado para a embaixada em Buenos Aires para fortalecer a relação com Javier Milei.

Fonte: Brasil 247

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