Política · Economia

Poder de compra: a diferença entre a estagnação de Bolsonaro e a valorização real de Lula

Análise comparativa detalha como a retomada da política de valorização do salário mínimo no governo Lula reverteu a perda de poder de compra observada na gestão anterior.

A política de valorização do salário mínimo tornou-se um divisor de águas na economia brasileira ao comparar as gestões de Jair Bolsonaro (2019–2022) e Luiz Inácio Lula da Silva (2023–2026). Enquanto o governo anterior optou por extinguir a regra que vinculava o reajuste ao crescimento do Produto Interno Bruto (PIB), limitando os aumentos apenas à reposição inflacionária, a gestão petista restabeleceu o mecanismo que garante ganhos reais aos trabalhadores.

Durante o governo Bolsonaro, o salário mínimo passou por reajustes nominais que, na prática, resultaram em estagnação ou perda de poder de compra. Segundo análises do G1 e do Brasil de Fato, o período acumulou 0% de aumento real, com perdas estimadas entre 1,2% e 2%. Em 2019, o piso foi de R$ 998,00; em 2020, chegou a R$ 1.045,00; em 2021, a R$ 1.100,00; e, em 2022, encerrou em R$ 1.212,00.

A partir de 2023, o governo Lula retomou a diretriz que soma o INPC ao crescimento do PIB de dois anos anteriores. Essa mudança permitiu uma trajetória de valorização sustentada: o piso subiu para R$ 1.320,00 em maio de 2023, atingiu R$ 1.412,00 em 2024, R$ 1.518,00 em 2025 e alcançou R$ 1.621,00 em 2026, conforme o Decreto nº 12.797/2025.

Em resumo

  • O governo Bolsonaro interrompeu a política de ganho real, resultando em estagnação do poder de compra.
  • A gestão Lula restabeleceu a regra que combina inflação e crescimento do PIB para garantir aumentos reais.
  • Desde 2023, o salário mínimo apresenta reajustes consistentes acima da inflação, beneficiando a renda dos trabalhadores.

Fonte: Revista Fórum

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