Política · Justiça

TSE aperta cerco contra Meta e Google em investigação sobre canal de apoio a Lula

O presidente do TSE, Kassio Nunes Marques, determinou que Meta e Google apresentem relatórios técnicos detalhados sobre o canal 'Exército do Lula' em até 24 horas.

O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Kassio Nunes Marques, determinou que a Meta apresente, no prazo de 24 horas, um relatório técnico detalhado sobre o funcionamento do canal 'Exército do Lula'. A decisão atende a um requerimento da campanha de Flávio Bolsonaro (PL), que questiona a integridade das atividades digitais vinculadas à página.

A ordem judicial exige que a empresa esclareça se houve atuação coordenada entre contas e plataformas, além de fornecer dados sobre o alcance, engajamento e a possível amplificação artificial de conteúdos. A Meta também deverá detalhar se houve impulsionamento pago e como o canal se enquadra no plano de conformidade estabelecido com a Justiça Eleitoral. O ministro solicitou ainda que a plataforma explique os critérios técnicos utilizados para distinguir mobilizações legítimas de comportamentos potencialmente irregulares.

Paralelamente, o Google foi intimado a informar se detectou a amplificação coordenada de hashtags e termos específicos entre os dias 18 e 20 de outubro de 2026, abrangendo ferramentas de busca e sugestões de pesquisa. O canal, que é administrado pelo deputado federal André Janones, já foi alvo de disputas judiciais anteriores, incluindo uma ordem de suspensão revogada pelo corregedor-geral eleitoral, Ricardo Villas Bôas Cueva, após análise técnica não identificar conteúdos falsos.

Em resumo

  • Kassio Nunes Marques deu 24 horas para a Meta detalhar o funcionamento e o alcance do canal 'Exército do Lula'.
  • O Google deve informar sobre possível manipulação de buscas e hashtags entre 18 e 20 de outubro.
  • A decisão atende a um pedido da campanha de Flávio Bolsonaro, que alega irregularidades na atuação digital do canal.

Fonte: Diário do Centro do Mundo

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