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Empresários e economistas pressionam candidatos por ajuste fiscal e juros a 7,5%

Grupo de 380 lideranças entrega carta a Lula e Flávio Bolsonaro com metas econômicas, incluindo redução da Selic e superávit primário até 2027.

Um grupo composto por cerca de 380 empresários, economistas e representantes da sociedade civil enviou uma carta aberta aos candidatos à Presidência, Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL). O documento, articulado pelo Grupo Parlatório sob coordenação de Roberto Giannetti da Fonseca, exige compromissos claros com a reorganização das contas públicas como condição para reduzir a taxa básica de juros, a Selic, para 7,5% ao ano até o final de 2027.

A proposta, que abrange 14 eixos temáticos, estabelece metas ambiciosas para o próximo mandato. Entre os pontos centrais, o grupo defende que o governo alcance um superávit primário de, no mínimo, 1% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2027 e reduza a dívida bruta para menos de 70% do PIB até 2030. Atualmente, esse indicador está em 82,9%. Os signatários argumentam que o custo anual com juros da dívida pública, que soma R$ 10,9 trilhões, consome cerca de R$ 1,4 trilhão, o que equivale a 10,5% do PIB.

Além da política fiscal, o documento propõe uma reforma política que inclui o fim da reeleição para cargos do Executivo, a implementação do voto distrital misto e restrições ao financiamento público de campanhas. O texto também defende a manutenção de programas sociais, o fortalecimento do SUS e a continuidade de leis de incentivo à cultura, como a Lei Rouanet, enquanto sugere mudanças na estrutura administrativa e no processo de escolha de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF).

A iniciativa conta com a adesão de nomes de peso do setor financeiro e produtivo, como o presidente da Febraban, Isaac Sidney, e o ex-presidente da Petrobras, Jean Paul Prates. Embora o grupo pressione por mudanças estruturais, a carta ressalta que a condução da política monetária deve permanecer sob a responsabilidade técnica do Banco Central.

Em resumo

  • O grupo exige compromisso com superávit primário de 1% do PIB e redução da dívida pública para menos de 70% até 2030.
  • A meta econômica central é reduzir a taxa Selic para 7,5% ao ano e a inflação para 3% até dezembro de 2027.
  • O documento propõe o fim da reeleição para cargos do Executivo e mudanças no sistema de escolha de ministros do STF.
  • A agenda inclui a manutenção de políticas sociais e o fortalecimento de órgãos de fiscalização ambiental.

Fonte: Brasil 247

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