Justiça Eleitoral ordena depoimento de Zema por uso de celular na cabine de votação
Ex-governador de Minas Gerais deverá prestar esclarecimentos à Polícia Civil após ser flagrado com aparelhos eletrônicos durante o primeiro turno das eleições.

O ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), foi convocado pela Justiça Eleitoral para prestar depoimento à Polícia Civil. A medida, determinada pela 17ª Zona Eleitoral de Araxá, investiga a entrada do político na cabine de votação portando dois aparelhos celulares durante o primeiro turno das eleições de 2026, realizado em 4 de outubro.
Além do depoimento de Zema, o juiz Dimas Ramon Esper ordenou que os mesários da seção eleitoral, localizada na Escola Estadual Delfim Moreira, expliquem por que o ex-candidato não foi impedido de acessar o local com os dispositivos. A investigação busca apurar se houve falha na fiscalização e se os aparelhos foram utilizados para registrar o voto, o que violaria o sigilo eleitoral.
O magistrado também solicitou o envio de imagens gravadas pela TV Integração no momento do voto. O Ministério Público Eleitoral já havia apresentado uma denúncia contra o ex-governador por suspeita de violação do sigilo do voto, crime que pode resultar em até dois anos de detenção, conforme o Código Eleitoral.
Em sua defesa, Zema afirmou que não foi advertido pelos mesários sobre a proibição e negou ter utilizado os aparelhos para fotografar a urna. "Não fotografei nada", declarou o político, que obteve 0,27% dos votos na disputa presidencial.
Em resumo
- A Justiça Eleitoral investiga a entrada de Zema na cabine de votação com celulares.
- O ex-governador e os mesários da seção deverão prestar depoimento à Polícia Civil.
- O Ministério Público Eleitoral denunciou o caso como possível violação do sigilo do voto.
- A legislação eleitoral proíbe o porte de aparelhos eletrônicos na cabine, mesmo que desligados.
Fonte: Brasil 247

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