Vídeo mostra bolsonaristas usando rosto de Lula como alvo em clube de tiro
Imagens reveladas pela Agência Pública mostram homens disparando contra foto do presidente Lula em estabelecimento na zona leste de São Paulo.

Um vídeo que circula nas redes sociais expõe um grave episódio de violência política em São Paulo. Nas imagens, dois homens aparecem em um estande de tiro utilizando uma fotografia do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) como alvo. Durante a sessão, os envolvidos disparam contra o rosto do petista enquanto fazem provocações, afirmando que o presidente não participaria da próxima eleição.
O caso, revelado pela Agência Pública, ocorreu no Clube e Escola de Tiro 556, localizado na zona leste da capital paulista. O responsável pela divulgação do vídeo em seu status do WhatsApp foi identificado como o empresário Maurício Archangelo. Ao ser procurado pela reportagem, Archangelo evitou responder sobre o ocorrido, apagou a publicação e bloqueou o contato dos jornalistas.
Especialistas em segurança pública alertam que a prática pode configurar crime de ameaça. Bruno Langeani, do Instituto Sou da Paz, ressaltou que o uso de armas contra a representação de uma autoridade, acompanhado de falas que sugerem sua eliminação, é um ato de extrema gravidade, especialmente considerando o histórico de ameaças reais contra o presidente, incluindo planos de atentados revelados durante as investigações sobre a tentativa de golpe de 2023.
O proprietário do clube, Vinicius Monteiro Pires Inácio, conhecido como Magnata, afirmou que desconhecia o episódio e alegou que o estabelecimento proíbe o uso de fotos de pessoas reais como alvos. O local, contudo, já esteve sob investigação policial em 2023, quando 38 armas foram apreendidas em uma operação que apurava a realização de rifas ilegais de armamentos.
Em resumo
- Homens foram filmados disparando contra uma foto do presidente Lula em um clube de tiro na zona leste de São Paulo.
- O empresário Maurício Archangelo publicou o vídeo e bloqueou a reportagem após ser questionado sobre o ato.
- O Clube e Escola de Tiro 556, que já foi alvo de operação policial por irregularidades, alega que proíbe o uso de fotos de pessoas reais como alvos.
- Especialistas apontam que a conduta pode ser enquadrada como crime de ameaça, dada a incitação à violência política.
Fonte: Brasil 247

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