Defesa de Lula pede ao TSE desvinculação oficial de canal de apoio gerido por Janones
Advogados da campanha petista buscam remover o canal 'Exército do Lula' dos registros eleitorais, alegando ausência de vínculo formal ou financeiro.

A equipe jurídica do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) protocolou um pedido junto ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para que o canal de WhatsApp 'Exército do Lula' seja removido dos registros oficiais da candidatura. A medida visa esclarecer que a ferramenta, gerida pelo deputado federal André Janones (Rede-MG), não possui qualquer ligação institucional com a estrutura de campanha do petista.
O canal, que conta com mais de 8,3 milhões de inscritos, tornou-se alvo de questionamentos por parte do candidato Flávio Bolsonaro (PL), que tentou associar formalmente a rede de apoio à campanha oficial. Em resposta, a defesa de Lula argumenta que o espaço digital é uma iniciativa independente de militância e não recebe recursos, suporte técnico ou materiais exclusivos da coligação.
Segundo a petição, a campanha não exerce controle sobre a linha editorial, a frequência de postagens ou as estratégias de comunicação adotadas por Janones. Os advogados reforçam que a autonomia do administrador é total e que eventuais menções ao canal ou participações do candidato em conteúdos ali publicados configuram apenas manifestações legítimas de apoio político, permitidas pelas normas eleitorais.
O próprio deputado André Janones também formalizou o pedido de retirada do endereço do canal dos registros da candidatura. A defesa sustenta que, caso existam dúvidas sobre a natureza da ferramenta, o debate deve ocorrer em um processo específico onde o parlamentar possa exercer seu direito de defesa como parte interessada.
Em resumo
- A defesa de Lula solicitou ao TSE a desvinculação do canal 'Exército do Lula' do registro oficial da candidatura.
- O pedido responde a uma tentativa da oposição de associar a estrutura do canal, gerida por André Janones, à campanha petista.
- Advogados afirmam que não há repasse de verbas ou controle da campanha sobre o conteúdo compartilhado no WhatsApp.
- O deputado André Janones também requereu formalmente a exclusão do link dos registros eleitorais.
Fonte: Brasil 247

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