Parlamentares dos EUA exigem explicações da Meta sobre moderação eleitoral no Brasil
Treze congressistas americanos enviaram carta a Mark Zuckerberg questionando possíveis desequilíbrios na entrega de anúncios entre as candidaturas de Lula e Flávio Bolsonaro.

Um bloco de treze legisladores norte-americanos endereçou um documento oficial a Mark Zuckerberg, líder da Meta, cobrando transparência sobre a forma como a empresa tem gerenciado o tráfego de publicidade política no Brasil. O questionamento foca em suspeitas de que a plataforma estaria aplicando critérios distintos para os materiais de propaganda do atual presidente, Luiz Inácio Lula da Silva, em comparação com os conteúdos vinculados a Flávio Bolsonaro.
A preocupação dos parlamentares baseia-se em relatos de que a estrutura da Meta teria prejudicado o desempenho da campanha petista. Entre os pontos levantados, destaca-se a suspensão da conta de anúncios de Lula no Facebook e restrições no Instagram que, segundo a equipe do PT, teriam impedido que mais de um milhão de eleitores tivessem acesso às peças publicitárias da legenda.
O grupo de congressistas solicitou um encontro imediato com a companhia para esta sexta-feira e fixou o dia 4 de novembro como data limite para que a empresa apresente esclarecimentos formais. Além disso, os legisladores defendem que seja feita uma auditoria externa e independente para verificar como a Meta distribui conteúdos de natureza política em suas redes.
Em posicionamento anterior, a Meta declarou que já colocou em prática 17 ações específicas para atender às exigências da Justiça Eleitoral brasileira, reforçando que seu objetivo é manter a equidade entre os candidatos durante o pleito.
Em resumo: - Treze congressistas dos EUA pedem explicações à Meta sobre a moderação de anúncios eleitorais no Brasil. - A campanha de Lula aponta bloqueios técnicos que teriam reduzido o alcance de sua publicidade. - O grupo exige uma auditoria independente e respostas formais da empresa até novembro.
Fonte: Diário do Centro do Mundo

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