Denúncia aponta armação de PMs em Piracicaba para vincular detidos ao PT
Militantes acusam policiais militares de forçar detidos a vestirem camisetas do PT durante abordagem; caso é investigado pela Corregedoria e pelo Ministério Público.

Foto: Três detidos com camisetas vermelhas alusivas ao PT em uma delegacia de Piracicaba. Foto: Reprodução · Original e licença
Uma grave denúncia de abuso de autoridade e possível manipulação de provas abala a Polícia Militar de Piracicaba, no interior de São Paulo. Militantes do PT relataram que agentes teriam confiscado camisetas de campanha durante uma abordagem na última quarta-feira (21) para, em seguida, obrigar três jovens detidos a vestirem as peças antes de serem encaminhados à delegacia.
Segundo relatos colhidos pela deputada estadual Professora Bebel (PT), os policiais teriam proferido ofensas contra o partido e o presidente Lula durante a ação. Uma das militantes afirmou que um agente exigiu as vestimentas sob o pretexto de precisar de "umas três" peças, forçando-a a entregar a própria camiseta que usava no momento.
A situação ganhou repercussão após o senador eleito Guilherme Derrite (PP) publicar em suas redes sociais a imagem dos jovens detidos trajando as camisetas do PT. A postagem, que alcançou grande engajamento, foi utilizada para associar os suspeitos à legenda. Testemunhas que presenciaram a abordagem, no entanto, contestam a versão oficial, afirmando que os jovens vestiam roupas comuns no momento da detenção.
A Polícia Militar de São Paulo informou que instaurou procedimento para apurar a conduta dos agentes envolvidos. Paralelamente, o PT acionou a Procuradoria-Geral da República para que o Ministério Público Eleitoral investigue o caso, enquanto a defesa dos policiais nega as acusações, alegando que os fatos não foram retratados de forma adequada.
Em resumo
- Militantes acusam PMs de forçar detidos a vestir camisetas do PT para criar uma falsa associação política.
- Imagens dos jovens com as peças foram divulgadas pelo senador eleito Guilherme Derrite.
- A Corregedoria da PM e o Ministério Público Eleitoral foram acionados para investigar o episódio.
- A defesa dos policiais nega as irregularidades e promete prestar esclarecimentos às autoridades.
Fonte: Diário do Centro do Mundo

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