Congresso dos EUA pressiona Meta por suspeita de favorecimento eleitoral no Brasil
Grupo de 13 congressistas norte-americanos exige explicações de Mark Zuckerberg sobre restrições a conteúdos da campanha de Lula e possível viés nas redes sociais.

Foto: O CEO da Meta, Mark Zuckerberg, usa os óculos Meta Ray-Ban Display enquanto discursa sobre a nova linha de óculos inteligentes durante o evento Meta Connect, na sede da empresa em Menlo Park, Califórnia, EUA, em 17 de setembro de 2025 Crédito: REUTERS/Carlos Barria · Original e licença
Um grupo de 13 congressistas dos Estados Unidos enviou uma representação formal ao CEO da Meta, Mark Zuckerberg, exigindo esclarecimentos sobre a atuação do Facebook e do Instagram durante o processo eleitoral brasileiro. Os parlamentares, que incluem nomes como o senador Bernie Sanders e os deputados Pramila Jayapal e Greg Casar, manifestaram preocupação com denúncias de que a plataforma teria restringido o alcance de materiais da campanha do presidente Lula (PT) enquanto impulsionava conteúdos ligados a Flávio Bolsonaro (PL).
A iniciativa, protocolada na última quinta-feira (22), questiona a responsabilidade da gigante de tecnologia sobre a integridade democrática. O documento aponta episódios críticos, como o bloqueio do perfil de anúncios da campanha petista no Facebook em 23 de setembro, a poucos dias do primeiro turno, e a impossibilidade de promover postagens no Instagram entre 9 e 10 de outubro. Segundo os signatários, tais medidas teriam ocorrido sem justificativas técnicas transparentes.
O texto também recorda que, em 15 de outubro, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) determinou que a Meta garantisse equidade na distribuição de conteúdos. Em resposta, a empresa afirmou ter implementado 17 medidas, incluindo a criação de uma equipe de verificação humana para monitorar as contas dos candidatos à Presidência. Agora, os congressistas querem saber se houve interlocução entre a Meta e aliados de Donald Trump sobre temas como a regulação de plataformas e o Judiciário brasileiro.
Além de exigir transparência sobre as diretrizes de moderação, o grupo solicita que a Meta autorize uma auditoria externa e independente para analisar os registros de distribuição de postagens políticas. A empresa tem até o dia 4 de novembro para responder aos questionamentos.
Em resumo
- Treze congressistas dos EUA questionam a Meta sobre suposta interferência nas eleições brasileiras.
- O documento cita bloqueios desproporcionais contra a campanha de Lula e favorecimento a Flávio Bolsonaro.
- Parlamentares exigem auditoria externa e explicações sobre possíveis contatos com a gestão de Donald Trump.
- A Meta deve responder aos questionamentos até o dia 4 de novembro.
Fonte: Brasil 247

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