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PF investiga elos entre Flávio Bolsonaro e advogado em rede de movimentações suspeitas

A Polícia Federal apura conexões financeiras entre o senador Flávio Bolsonaro e o advogado Willer Tomaz, envolvendo o uso de jatinhos, apostas bilionárias e um bunker com máquina de contar dinheiro.

Foto: - · Original e licença

A Polícia Federal aprofunda as investigações sobre os vínculos entre o senador Flávio Bolsonaro e o advogado brasiliense Willer Tomaz. O inquérito, que tramita no Supremo Tribunal Federal sob a relatoria de Alexandre de Moraes, analisa uma teia de operações financeiras que inclui o uso de aeronaves de luxo, movimentações vultosas em sites de apostas e a existência de estruturas físicas sigilosas.

Um dos focos dos investigadores é a offshore Alcazar Holdings, sediada em Portugal, que tinha Tomaz como sócio formal. Documentos bancários apontam que o senador figurava como usuário principal da conta da empresa, que detinha parte da propriedade de um jato Embraer Legacy 650 utilizado pelo parlamentar. Flávio Bolsonaro sustenta que sua inclusão no sistema bancário foi um equívoco administrativo e nega qualquer sociedade no negócio.

A movimentação financeira do advogado também despertou atenção das autoridades. Em 2025, Tomaz movimentou cerca de 13 bilhões de reais em plataformas de apostas. Relatórios técnicos do Ministério da Fazenda apontaram falhas na fiscalização dessas operações, que levantaram suspeitas de lavagem de dinheiro. A defesa do advogado argumenta que os valores são resultado de reapostas sucessivas e não refletem seu patrimônio real.

Durante buscas realizadas em hangares ligados a Tomaz, a Polícia Federal localizou um compartimento oculto, protegido por uma porta metálica reforçada, onde foi encontrada uma máquina de contar dinheiro. O advogado nega irregularidades e afirma que o espaço era destinado a serviços de transporte de valores.

O escritório de advocacia de Flávio Bolsonaro, que funciona em sua residência no Lago Sul, em Brasília, também entrou no radar. Entre o início de 2023 e meados de 2026, a banca declarou um faturamento de 13,7 milhões de reais através de notas fiscais emitidas majoritariamente sob a rubrica de assessoria jurídica. A PF busca entender se há conexão entre esses valores e o grupo de Tomaz, que possui ligações com investigados por fraudes contra o INSS.

Em resumo: - Flávio Bolsonaro foi apontado como usuário master de uma conta de offshore ligada a Willer Tomaz, que detinha parte de um jatinho usado pelo senador. - O advogado movimentou 13 bilhões de reais em apostas em 2025 e teve um bunker com máquina de contar dinheiro descoberto pela PF. - O STF recebeu um novo inquérito em outubro de 2026 para apurar suspeitas de lavagem de dinheiro envolvendo a dupla.

Fonte: Revista Fórum

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