Líder francês Jean-Luc Mélenchon declara apoio a Lula e critica submissão de Flávio Bolsonaro aos EUA
Em vídeo gravado de Paris, o político francês Jean-Luc Mélenchon defende a reeleição de Lula e aponta Flávio Bolsonaro como um agente dos interesses norte-americanos em meio a tensões diplomáticas.

Foto: Jean-Luc Melenchon Crédito: Sarah Meyssonnier/Reuters · Original e licença
O cenário eleitoral brasileiro ganhou um novo capítulo internacional nesta semana. Jean-Luc Mélenchon, uma das principais vozes da esquerda na França, utilizou as redes sociais para manifestar seu apoio à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Em uma mensagem gravada em Paris, o dirigente francês argumentou que o pleito deste domingo, dia 25, possui implicações que extrapolam as fronteiras do Brasil e tocam diretamente nas disputas por soberania global.
Ao analisar a oposição, Mélenchon foi enfático ao classificar o senador Flávio Bolsonaro como um instrumento de Washington. O político francês afirmou que o parlamentar atua como uma marionete sob controle total dos Estados Unidos, sugerindo que uma vitória da oposição significaria manter o país sob uma lógica de subordinação aos interesses da Casa Branca. Para o líder francês, essa dinâmica de poder reflete uma tentativa de dominação imperial que afeta diversas nações, incluindo o Brasil.
Mélenchon também traçou um paralelo entre a trajetória de Lula e as demandas dos movimentos sociais franceses. Ele descreveu o presidente brasileiro como um símbolo de resistência contra a desigualdade, destacando que as políticas de combate à pobreza implementadas no Brasil servem como uma referência positiva para trabalhadores europeus que enfrentam dificuldades econômicas. Segundo o dirigente, enquanto o governo brasileiro busca atender às necessidades da maioria, outras lideranças internacionais estariam focadas apenas em proteger os interesses de bilionários.
A manifestação de apoio ocorre em um momento de alta tensão nas relações entre Brasília e Washington. Ao longo de 2026, o governo de Donald Trump adotou uma postura agressiva contra o Brasil, impondo tarifas de 25% e 12,5% sobre produtos nacionais e classificando facções criminosas como organizações terroristas. Essas medidas foram interpretadas como retaliações após a condenação de Jair Bolsonaro a 27 anos de prisão pelo Supremo Tribunal Federal, devido ao seu envolvimento na tentativa de golpe de Estado. O contexto é agravado por articulações de Flávio e Eduardo Bolsonaro, que buscaram apoio estadunidense para pressionar o governo brasileiro.
Em resumo: - Jean-Luc Mélenchon declarou apoio à reeleição de Lula e classificou Flávio Bolsonaro como um agente dos EUA. - O líder francês vê a eleição brasileira como um embate contra a influência imperialista norte-americana. - A relação Brasil-EUA está sob estresse devido a tarifas impostas por Trump e sanções diplomáticas após a condenação de Jair Bolsonaro.
Fonte: Brasil 247

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