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O passaporte italiano e os negócios ocultos de Eduardo Bolsonaro no Bahrein

Investigação aponta que o ex-deputado, foragido da justiça, utilizou cidadania europeia para abrir empresa no Oriente Médio enquanto articulava interesses políticos e enfrentava ordens de prisão do STF.

Enquanto Eduardo Bolsonaro faz planos para assumir o Itamaraty caso seu irmão, Flávio, vença a eleição presidencial, uma faceta oculta de sua atuação internacional veio à tona. Documentos revelam que o ex-deputado registrou uma empresa de consultoria, a The Next Level LLC, no Bahrein, em setembro de 2024. O detalhe que chama a atenção é que o negócio foi aberto utilizando sua cidadania italiana, e não a brasileira.

A empresa, que contava com um capital inicial de aproximadamente R$ 130 mil, funcionou por cerca de um ano antes de ser encerrada por falta de renovação de registro. Questionado sobre a finalidade da consultoria, o ex-parlamentar optou pelo silêncio. O período de existência da firma coincide com a busca de recursos da família Bolsonaro para financiar a cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro, projeto que recebeu vultoso aporte financeiro do banqueiro Daniel Vorcaro.

O histórico de viagens de Eduardo ao Bahrein é extenso, somando pelo menos nove visitas desde 2019. Algumas dessas idas ao país árabe ocorreram justamente quando ele enfrentava maior pressão do Supremo Tribunal Federal. Em outubro, o ministro Alexandre de Moraes ordenou a prisão do ex-deputado, acusando-o de coação no curso do processo devido a articulações para promover retaliações contra o Brasil junto ao governo Trump.

Mesmo com a determinação de Moraes para o cancelamento de seus passaportes brasileiros, Eduardo tem conseguido circular pelo exterior. Ele tem se valido do documento italiano para transitar livremente, chegando a publicar vídeos em redes sociais onde aparece em aeroportos e profere ofensas contra o magistrado do STF.

Em resumo: - Eduardo Bolsonaro abriu uma empresa de consultoria no Bahrein em 2024 usando passaporte italiano. - O negócio foi encerrado em 2025 e o ex-deputado não explicou a origem ou o destino dos recursos. - Foragido da justiça brasileira, ele utiliza a cidadania italiana para viajar após ter seus documentos nacionais cancelados por ordem do STF.

Fonte: ICL Notícias

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