Política · Justiça

Entre a memória de Herzog e o futuro do Brasil: o peso do voto neste domingo

A coincidência entre o aniversário da morte de Vladimir Herzog e o dia da eleição presidencial de 2026 convida o eleitor a refletir sobre a democracia.

Foto: - Divulgação · Original e licença

Neste domingo, 25 de outubro de 2026, o Brasil vive um momento de profunda carga simbólica. Exatos 51 anos após o assassinato do jornalista Vladimir Herzog pela ditadura militar, milhões de brasileiros retornam às urnas para decidir os rumos da Presidência da República. A data, que marca um dos episódios mais sombrios da repressão estatal, serve como um lembrete sobre a fragilidade das liberdades democráticas.

O debate sobre a preservação da memória histórica ganha contornos práticos no Congresso Nacional, onde tramita um projeto de lei que institui o Dia Nacional de Defesa da Democracia em homenagem a Herzog. A proposta, já aprovada pelo Senado, aguarda análise na Câmara dos Deputados como um alerta contra a intolerância que, no passado, transformou o Estado em um instrumento de perseguição.

A disputa eleitoral atual coloca em evidência trajetórias políticas distintas. De um lado, o histórico de Flávio Bolsonaro, que inclui votos contrários à ampliação da licença-maternidade em 2009 e declarações polêmicas sobre a heterossexualidade em 2011. A família Bolsonaro também carrega o peso da homenagem feita por Jair Bolsonaro ao coronel Carlos Alberto Brilhante Ustra, reconhecido pela Justiça como torturador, durante o processo de impeachment de Dilma Rousseff em 2016. Em 2025, o ex-presidente foi condenado pelo STF por participação em tentativa de golpe de Estado.

Em contrapartida, Luiz Inácio Lula da Silva baseia sua campanha em uma trajetória iniciada no sindicalismo, com foco em políticas de inclusão social e valorização do trabalho. Sob sua gestão, o Brasil alcançou a marca de sair do Mapa da Fome da ONU em 2014 e, novamente, em 2025.

Em resumo

  • O dia 25 de outubro marca o aniversário de 51 anos da morte de Vladimir Herzog, símbolo da resistência contra a ditadura.
  • O Congresso discute a criação do Dia Nacional de Defesa da Democracia em memória ao jornalista.
  • O cenário eleitoral de 2026 opõe visões distintas sobre direitos humanos, memória histórica e o papel das instituições democráticas.

Fonte: Revista Fórum

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