O histórico de Flávio Bolsonaro contra a licença-maternidade que veio à tona no debate
Durante o debate presidencial, o passado legislativo de Flávio Bolsonaro foi questionado, confirmando que ele foi o único deputado estadual do Rio a votar contra a ampliação da licença-maternidade em 2009.

Foto: Selo VERDADEIRO — Checagem em tempo real da Revista Fórum no debate presidencial na Globo - · Original e licença
O debate presidencial transmitido pela TV Globo trouxe à tona um episódio marcante da trajetória política de Flávio Bolsonaro na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro. O candidato Lula questionou o parlamentar sobre o motivo de ter sido o único deputado estadual a se posicionar contra a extensão da licença-maternidade para servidoras públicas, que passou de 120 para 180 dias em 2009.
A verificação dos registros da Alerj comprova que a afirmação de Lula é precisa. Naquela votação, a proposta de emenda à Constituição estadual obteve ampla maioria, sendo Flávio o único parlamentar a registrar voto contrário entre os presentes. O fato já havia sido objeto de análise por diversas agências de checagem em debates anteriores.
Ao ser confrontado, Flávio Bolsonaro não negou o posicionamento da época. Ele explicou que, naquele momento, acreditava que o aumento do período de afastamento poderia gerar dificuldades para as mulheres conseguirem postos de trabalho, temendo uma preferência dos empregadores pela contratação de homens. Contudo, o senador afirmou que hoje reconhece ter se equivocado em sua análise, mencionando sua experiência familiar como parte dessa mudança de visão.
Em resumo: - Em 2009, a Alerj aprovou a ampliação da licença-maternidade para servidoras de 120 para 180 dias. - Flávio Bolsonaro foi o único deputado estadual a votar contra a medida. - O parlamentar confirmou o voto, mas declarou ter mudado de opinião sobre o impacto da lei no mercado de trabalho.
Fonte: Revista Fórum

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