Lula impõe limite a Flávio Bolsonaro em debate decisivo na TV Globo
Em confronto tenso a dois dias do segundo turno, Lula exige retratação por ofensa capacitista e Flávio Bolsonaro recua após ser confrontado sobre sua trajetória política.

Foto: Lula Crédito: Ricardo Stuckert · Original e licença
O debate presidencial realizado pela TV Globo na noite desta sexta-feira, 23 de outubro, foi marcado por um momento de alta tensão logo no segundo bloco. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) interrompeu a dinâmica para exigir um pedido de desculpas de Flávio Bolsonaro (PL), após o senador utilizar um trocadilho ofensivo sobre a deficiência física do petista, referindo-se a ele como "nove dedos".
Lula, que perdeu o dedo mínimo da mão esquerda em um acidente de trabalho em 1964, quando tinha 17 anos, não tolerou a provocação. "Não vou permitir que o miliciano me chame de nove dedos", afirmou o presidente, destacando sua trajetória de trabalhador frente ao histórico do adversário. Diante da pressão e da repercussão imediata, Flávio Bolsonaro recuou e pediu desculpas, embora tenha tentado emendar o discurso com críticas à gestão econômica e social do governo.
O embate também passou por temas como políticas sociais, dívida pública e o Sistema Único de Saúde (SUS). Lula questionou o histórico do senador, incluindo seu voto contrário à licença-maternidade no passado e as críticas feitas ao Bolsa Família. Em resposta, Flávio Bolsonaro tentou focar em dados sobre endividamento das famílias e a gestão do Banco Central, mas foi confrontado pelo presidente sobre a origem de suas propostas e a postura do governo anterior durante a pandemia.
O confronto ocorre em um cenário de extrema competitividade, com a última pesquisa Datafolha, divulgada em 22 de outubro, apontando um empate técnico de 50% a 50% nos votos válidos. A eleição que definirá o próximo presidente da República acontece neste domingo, 25 de outubro.
Em resumo
- Lula exigiu e obteve um pedido de desculpas de Flávio Bolsonaro após ser alvo de ofensa capacitista.
- O presidente confrontou o senador sobre seu histórico político e a falta de experiência no mundo do trabalho.
- O debate abordou temas como SUS, dívida pública e políticas sociais a dois dias do pleito.
- As pesquisas indicam um cenário de empate técnico entre os candidatos na véspera da votação.
Fonte: Brasil 247

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