Plataformas digitais desmentem denúncias da campanha de Flávio Bolsonaro sobre canal de apoio a Lula
Google, X e Meta informam ao TSE que não detectaram irregularidades ou uso de robôs nas ações do canal 'Exército do Lula', coordenado por André Janones.

Foto: Presidente do Tribunal Superior Eleitoral, Kassio Nunes Marques Crédito: Gustavo Moreno/STF · Original e licença
O Google e a rede social X comunicaram ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que não encontraram evidências de manipulação artificial ou uso de robôs na mobilização digital promovida pelo canal de WhatsApp 'Exército do Lula'. A estrutura, gerida pelo deputado federal André Janones (Rede-MG), foi alvo de questionamentos pela campanha do senador Flávio Bolsonaro (PL), que alegava uma suposta atuação coordenada para impulsionar conteúdos favoráveis ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Os relatórios técnicos foram solicitados pelo ministro Kassio Nunes Marques, presidente da Corte, após a campanha bolsonarista levantar suspeitas sobre a autenticidade das interações. Antes das manifestações do Google e do X, a Meta, proprietária do WhatsApp, já havia reportado ao tribunal a ausência de irregularidades na plataforma.
Embora o X tenha confirmado a existência de uma mobilização coordenada envolvendo 58 hashtags e cerca de 8,2 milhões de publicações, a empresa ressaltou que a atividade foi conduzida por usuários reais. Segundo a plataforma, a ação não viola sua política de autenticidade nem a legislação eleitoral vigente, diferenciando o engajamento coletivo de práticas fraudulentas.
O Google seguiu a mesma linha, afirmando que não detectou tráfego automatizado ou ataques de redes de robôs. A empresa explicou que picos de busca são fenômenos comuns em momentos de alta repercussão noticiosa e, por si sós, não indicam qualquer ilicitude. A companhia reforçou que 'variação acentuada de interesse de pesquisa é fenômeno corriqueiro'.
O caso ocorre em meio a um cenário de disputas judiciais sobre a regulação de canais de apoio eleitoral. Recentemente, o TSE aprovou uma resolução que exige o registro formal de estruturas digitais que recebam suporte ou financiamento de campanhas, ao mesmo tempo em que preserva a liberdade de manifestações espontâneas de eleitores.
Em resumo
- Google, X e Meta confirmaram ao TSE que não houve uso de robôs ou manipulação artificial no canal 'Exército do Lula'.
- A investigação foi motivada por denúncias da campanha de Flávio Bolsonaro, que questionava a autenticidade da mobilização digital.
- As plataformas esclareceram que a atividade identificada foi realizada por usuários reais e reflete o interesse legítimo do público no debate eleitoral.
Fonte: Brasil 247

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