Política · Justiça

TSE recebe relatórios do Google e X sobre mobilização digital de apoiadores de Lula

Plataformas digitais informam ao Tribunal Superior Eleitoral que não detectaram irregularidades ou uso de robôs no canal Exército do Lula.

Foto: O ministro do Supremo Tribunal Federal, Nunes Marques. Foto: Rosinei Coutinho/STF · Original e licença

O Google e a rede social X comunicaram ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que não encontraram evidências de irregularidades na mobilização de usuários vinculados ao canal de WhatsApp “Exército do Lula”. As respostas foram enviadas nesta sexta-feira (23), em cumprimento a uma determinação do ministro Kassio Nunes Marques, presidente da Corte, que atendeu a um pedido da campanha de Flávio Bolsonaro (PL).

A acusação da coligação adversária sustentava que o canal, gerido pelo deputado federal André Janones (Rede-MG), estaria coordenando ações para inflar artificialmente o alcance de conteúdos favoráveis ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Segundo a denúncia, haveria uma estratégia de uso de hashtags em horários específicos e buscas direcionadas no Google para manipular algoritmos.

Em seu relatório, o X analisou 58 hashtags e identificou cerca de 8,2 milhões de publicações feitas por 475,9 mil contas. A plataforma reconheceu a existência de uma atuação coordenada, mas ressaltou que o comportamento partiu de perfis autênticos, não configurando violação de suas políticas de uso. Já o Google afirmou que sua equipe de segurança não detectou tráfego automatizado ou redes de robôs, pontuando que picos de busca são comuns em momentos de alta repercussão noticiosa.

Paralelamente, o ministro Floriano de Azevedo Marques concedeu uma liminar que impede a retirada do canal do ar ou qualquer restrição às suas funcionalidades até que o caso seja julgado. O canal, que serve como ferramenta de mobilização para a base petista, atingiu a marca de 10 milhões de seguidores nesta sexta-feira.

Em resumo

  • Google e X negaram irregularidades ou uso de robôs na mobilização do canal.
  • A campanha de Flávio Bolsonaro alegou manipulação artificial de hashtags e buscas.
  • O ministro Floriano de Azevedo Marques proibiu a suspensão ou limitação do canal.

Fonte: Diário do Centro do Mundo

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