Disputa por mansão em Angra coloca jogador Richarlison e aliado de Flávio Bolsonaro em rota de colisão
O atacante Richarlison contesta na Justiça a regularização de um imóvel em Angra dos Reis, apontando suposto favorecimento ao advogado Willer Tomaz junto à SPU.

Foto: - Richarlison e Flávio Bolsonaro. Foto: Foto por PEDRO MARTINS / AGIF / AGIF VIA AFP e Edilson Rodrigues/Agência Senado · Original e licença
O atacante Richarlison trouxe novos elementos à disputa judicial por uma mansão localizada na Ilha Comprida, em Angra dos Reis, no Rio de Janeiro. O jogador alega ter investido cerca de R$ 10 milhões na aquisição de direitos, reformas e manutenção do imóvel desde 2020, e contesta a celeridade com que a Secretaria do Patrimônio da União (SPU) tratou o processo de regularização em favor de uma empresa ligada ao advogado Willer Tomaz.
Willer Tomaz, que mantém proximidade com o senador Flávio Bolsonaro (PL), obteve o registro dos direitos sobre a área em 2022. O advogado nega qualquer irregularidade, sustentando que a aquisição foi feita de forma legal, com um desembolso de aproximadamente R$ 3,6 milhões, valor que inclui o pagamento de tributos pendentes. Richarlison, por sua vez, questiona o tratamento diferenciado dado pelo órgão federal, sugerindo que o processo de seu grupo teria sido preterido.
Em meio ao embate, o jogador afirmou ter buscado contato com Flávio Bolsonaro para esclarecer o episódio. O parlamentar, contudo, nega qualquer participação na negociação ou no processo judicial em curso. O caso, que ganhou novos contornos após relatos de bastidores sobre a influência de figuras poderosas na disputa, foi encaminhado ao Ministério Público para investigação. Até o momento, não há evidências concretas de interferência política direta na regularização do imóvel.
Em resumo
- Richarlison alega ter investido R$ 10 milhões no imóvel desde 2020.
- Willer Tomaz obteve o registro da área em 2022 por R$ 3,6 milhões.
- O jogador questiona a rapidez da SPU em favor do advogado.
- O Ministério Público foi acionado para investigar o caso.
Fonte: Revista Fórum

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