Meta assegura ao TSE que mobilização no canal Exército do Lula segue regras eleitorais
A empresa informou à Justiça Eleitoral que não encontrou indícios de ilicitudes no canal de apoio ao presidente Lula e defendeu a legitimidade da organização política digital.

Foto: André Janones e Lula Crédito: Ricardo Stuckert · Original e licença
A Meta comunicou ao Tribunal Superior Eleitoral que não detectou qualquer violação às suas diretrizes no canal Exército do Lula, plataforma gerida pelo deputado federal André Janones. Em documento enviado ao ministro Kassio Nunes Marques, presidente da Corte, a gigante de tecnologia esclareceu que a organização de apoiadores reais para o debate público não configura, por si só, uma prática proibida ou atuação coordenada ilícita.
A empresa pontuou que suas normas de uso distinguem claramente a militância política legítima de comportamentos abusivos, como o envio automatizado de mensagens, a propagação de fraudes ou a usurpação de identidade. Segundo a companhia, a legislação eleitoral brasileira resguarda o direito de cidadãos identificados se articularem em prol de candidaturas, desde que respeitados os limites legais e as políticas de integridade das redes sociais.
Apesar da avaliação inicial, a Meta ressaltou que ainda não finalizou o exame de todo o material probatório. Como parte dos documentos foi entregue via pen drive apenas nesta sexta-feira, a empresa solicitou ao TSE um período extra de cinco dias para concluir a análise técnica e apresentar eventuais informações adicionais.
O debate sobre a atuação nas redes sociais ganha contornos decisivos na reta final da corrida pelo Palácio do Planalto. O pleito de 2026 chega ao seu desfecho no próximo domingo, quando o eleitorado decidirá entre a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e a candidatura do senador Flávio Bolsonaro.
Em resumo: - A Meta informou ao TSE que o canal Exército do Lula não apresenta irregularidades. - A empresa defende que a mobilização política de apoiadores reais é um direito legítimo. - A companhia pediu cinco dias adicionais para analisar documentos entregues pela Justiça Eleitoral.
Fonte: Brasil 247

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