Política · Brasil

SUS de elite, modelo Flávio Bolsonaro: Médico do Einstein diz que não atende "petistas vagabundos"

O cardiologista Clederson Henry Dina usou as redes sociais para declarar que se recusa a atender eleitores do PT, ignorando normas fundamentais da medicina.

Uma postura discriminatória vinda de um profissional de saúde chocou as redes sociais nesta semana. O cardiologista Clederson Henry Dina, que atua no Hospital Israelita Albert Einstein e na clínica de David Uip, utilizou seu perfil no Instagram para afirmar que não presta assistência a eleitores do Partido dos Trabalhadores. Em publicações temporárias, o médico utilizou termos ofensivos para se referir a apoiadores do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e garantiu que teria meios para filtrar quem entra em seu consultório.

A atitude do cardiologista colide frontalmente com as diretrizes da profissão. De acordo com a Resolução nº 2.217/2018 do Conselho Federal de Medicina, que institui o Código de Ética Médica, o exercício da medicina deve ser pautado pelo atendimento à coletividade sem qualquer tipo de distinção ou preconceito. O texto normativo é claro ao estabelecer que o médico não pode discriminar pacientes, sendo que o artigo 7º veda especificamente a recusa de atendimento em situações de urgência e emergência, independentemente de convicções pessoais do profissional.

Embora o conteúdo tenha sido removido da plataforma pouco tempo depois, a declaração de Dina levantou um debate sobre os limites da conduta ética no exercício da medicina. Até o momento, o Hospital Albert Einstein, o Conselho Federal de Medicina, o Conselho Regional de Medicina de São Paulo e a Associação Paulista de Medicina mantiveram silêncio sobre o caso. O infectologista David Uip, com quem o cardiologista mantém vínculo profissional, também não se manifestou sobre a polêmica.

Em resumo

  • O cardiologista Clederson Henry Dina afirmou publicamente que se recusa a atender pacientes por motivação política.
  • A conduta viola o Código de Ética Médica, que proíbe discriminação e exige atendimento universal.
  • Instituições de saúde e órgãos de classe ainda não se posicionaram sobre a postura do profissional.

Fonte: www.diariodocentrodomundo.com.br

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