Política

Abstenção pode ser o trunfo de Lula na reta final, aponta diretor da Quaest

Análise do instituto Quaest indica que o comparecimento às urnas dos eleitores independentes é a variável decisiva para o resultado deste domingo.

Foto: Lula e Flávio Bolsonaro - Fotos: Ricardo Stuckert/ Pablo PORCIUNCULA/AFP · Original e licença

Às vésperas do segundo turno da eleição presidencial, marcado para este domingo (25), o cientista político Felipe Nunes, diretor da Quaest, destacou que o índice de abstenção será o fator determinante para o resultado final. Segundo o especialista, uma participação maior do eleitorado do que a prevista pelas pesquisas pode beneficiar a candidatura de Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

A análise ganha relevância diante do cenário de empate técnico registrado na última pesquisa Quaest, divulgada neste sábado (24). O levantamento aponta Flávio Bolsonaro (PL) com 51% dos votos válidos contra 49% de Lula, dentro da margem de erro de dois pontos percentuais. Para Nunes, o grande desafio não é a migração de votos, já que ambos os candidatos possuem bases consolidadas, com 95% de fidelidade para o petista e 97% para o adversário.

O foco do diretor da Quaest recai sobre os 16% do eleitorado classificados como independentes. A decisão desse grupo de comparecer ou não às urnas é vista como a possível surpresa do pleito. O especialista ressaltou que o candidato mais penalizado pela ausência de eleitores é Lula, tornando a redução da abstenção um ponto crucial para a disputa.

A pesquisa, encomendada pela TV Globo e pelo jornal O Globo, ouviu 3.702 pessoas entre os dias 23 e 24 de outubro, com um nível de confiança de 95%.

Em resumo

  • O segundo turno ocorre neste domingo (25) com cenário de empate técnico entre Lula e Flávio Bolsonaro.
  • Felipe Nunes aponta que Lula é o candidato mais prejudicado pela abstenção eleitoral.
  • O comportamento dos 16% de eleitores independentes é considerado a variável decisiva para o resultado.

Fonte: Revista Fórum

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