Na reta final, Flávio Bolsonaro tenta esconder passado e blindar o pai com promessas de poder
Às vésperas do segundo turno, Flávio Bolsonaro aposta em uma fachada de moderação enquanto enfrenta inquéritos no STF e projeta um governo alinhado ao trumpismo.

Foto: O senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) durante um comício em Guarulhos, São Paulo - Miguel Schincariol - 21.out.26/AFP · Original e licença
A campanha de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) chega ao seu momento decisivo neste domingo (25) envolta em uma estratégia de sobrevivência política. O candidato, que iniciou sua trajetória presidencial sob a sombra de escândalos e a promessa de proteger o pai, Jair Bolsonaro, da prisão, tenta agora vender uma imagem de moderação para conquistar o eleitorado indeciso, apesar de carregar um histórico marcado por suspeitas de corrupção e ligações com milícias.
O projeto de poder do senador, que obteve 47,03% dos votos no primeiro turno, inclui planos de reformar a Constituição para limitar a atuação do STF e extinguir a reeleição. Nos bastidores, a promessa é clara: utilizar a maioria parlamentar para anistiar o ex-presidente e promover uma guinada autoritária, ainda que, em entrevistas, o candidato tente suavizar o discurso para evitar o desgaste público.
A trajetória de Flávio é acompanhada de perto pelo Judiciário. O candidato é alvo de inquéritos no Supremo Tribunal Federal, que investigam desde o caso 'Dark Horse' até suspeitas de lavagem de dinheiro envolvendo apostas esportivas. Para críticos, a busca pelo Palácio do Planalto funciona como uma tentativa de blindagem jurídica, garantindo foro e influência para paralisar investigações que ameaçam o clã.
Enquanto a campanha tenta atrair o mercado com promessas de cortes de gastos, o candidato adota um discurso populista para manter sua base, prometendo a manutenção de benefícios sociais. O alinhamento internacional também é uma marca da chapa, com Flávio defendendo uma integração sem reservas à coalizão militar de Donald Trump, o 'Escudo das Américas', em um movimento que preocupa defensores da soberania nacional.
Em resumo
- Flávio Bolsonaro disputa o segundo turno contra Lula após um primeiro turno acirrado.
- O candidato propõe mudanças constitucionais para reduzir o poder do STF e blindar congressistas.
- O senador responde a inquéritos no STF por suspeitas de corrupção e lavagem de dinheiro.
- A plataforma de governo prevê alinhamento total com a agenda de Donald Trump.
Fonte: Folha de S.Paulo

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