Política · Justiça

Justiça barra assédio eleitoral em rede de supermercados no Rio

Após denúncia de assédio eleitoral, Justiça do Trabalho determina que rede Zona Sul garanta liberdade de voto aos seus funcionários sob pena de multa milionária.

Foto: Crédito: Ag.Brasil · Original e licença

A Justiça do Trabalho interveio contra a rede de supermercados Zona Sul, no Rio de Janeiro, após a empresa enviar comunicados com críticas ao cenário político nacional aos seus funcionários. A decisão liminar, proferida pela juíza Cláudia de Abreu Lima Pisco, proíbe a rede de realizar novas comunicações eleitorais e estabelece multa diária de R$ 500 mil em caso de descumprimento.

A medida atende a uma ação movida pelo Sindicato dos Comerciários, que apontou a prática de assédio eleitoral. Segundo a entidade, a carta enviada pela empresa às vésperas do segundo turno das eleições presidenciais continha críticas institucionais e defendia mudanças políticas, o que, no entendimento da magistrada, poderia gerar medo de retaliações e comprometer a liberdade de escolha dos trabalhadores devido à relação de dependência econômica.

Para reparar a situação, a Justiça determinou que a empresa envie uma nova comunicação, pelos mesmos canais utilizados anteriormente, reforçando que o voto é livre e secreto. Além disso, avisos sobre a liberdade de escolha e o direito ao sigilo devem ser afixados em locais de grande circulação nos estabelecimentos da rede até o final da noite deste sábado (24).

Procurada, a assessoria de imprensa do Zona Sul informou que não irá se pronunciar sobre a decisão judicial.

Em resumo

  • Justiça do Trabalho proíbe rede Zona Sul de enviar comunicados eleitorais aos funcionários.
  • Decisão foi motivada por carta com críticas políticas enviada pela empresa.
  • Empresa deve informar trabalhadores sobre o sigilo e a liberdade do voto.
  • Multa diária por descumprimento da ordem judicial é de R$ 500 mil.

Fonte: Brasil 247

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