Política

Hospital Albert Einstein investiga médico que declarou boicote a pacientes petistas

Instituição de saúde repudiou conduta de cardiologista que afirmou nas redes sociais que não atenderia eleitores do PT; caso viola normas éticas da profissão.

Foto: Fachada do Hospital Israelita Albert Einstein, em São Paulo. Foto: Reprodução · Original e licença

O Hospital Israelita Albert Einstein, um dos mais renomados centros de saúde do país, emitiu um posicionamento firme contra o cardiologista Clederson Henry Dina. O profissional utilizou suas redes sociais para declarar que não prestaria atendimento a eleitores do Partido dos Trabalhadores (PT), utilizando termos ofensivos contra apoiadores da legenda e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Diante da repercussão negativa, a instituição informou que o episódio está sob análise interna, seguindo rigorosamente seu código de ética e diretrizes institucionais. Em nota, o hospital enfatizou que não tolera qualquer forma de discriminação e que opiniões individuais de profissionais não refletem o posicionamento da organização, que conta com um corpo clínico de cerca de 20 mil médicos.

Após a polêmica, o médico apagou as publicações e removeu de seu perfil referências ao Hospital Albert Einstein e à clínica do infectologista David Uip. A assessoria de Uip esclareceu que não existe vínculo empregatício entre eles, tratando-se apenas de uma locação de sala no mesmo edifício.

A conduta do profissional colide frontalmente com o Código de Ética Médica do Conselho Federal de Medicina (CFM). A norma estabelece que a medicina deve ser exercida sem qualquer tipo de discriminação, sendo vedada a recusa de atendimento baseada em convicções políticas ou ideológicas do paciente.

Em resumo

  • O cardiologista Clederson Henry Dina afirmou publicamente que não atenderia eleitores do PT.
  • O Hospital Albert Einstein repudiou a declaração e abriu procedimento interno para apurar o caso.
  • O Código de Ética Médica proíbe expressamente a discriminação no atendimento a pacientes.

Fonte: Diário do Centro do Mundo

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