Lula registra votação recorde no Japão e reduz distância para o PL
O presidente Lula alcançou sua maior votação absoluta no Japão neste segundo turno de 2026, superando o desempenho de 2022 em um reduto historicamente conservador.

Foto: Presidente Lula ao desembarcar em Tóquio; votação de Lula no Japão bate recorde do PT - Ricardo Stuckert · Original e licença
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) registrou um crescimento expressivo no Japão neste domingo (25), alcançando a maior votação absoluta do partido no país em uma eleição presidencial. Segundo dados compilados de 119 boletins de urna das jurisdições de Tóquio, Nagóia e Hamamatsu, o petista somou 7.098 votos no segundo turno de 2026.
O número representa um avanço de 31,2% em relação aos 5.412 votos obtidos em 2022. Embora o Japão mantenha um perfil majoritariamente conservador, com a vitória de Flávio Bolsonaro (PL), que obteve 28.538 votos (80,08%), o desempenho de Lula foi superior ao registrado quatro anos antes, quando atingiu 16,37% dos votos válidos. Agora, o presidente alcançou 19,92%.
A análise dos números mostra que o crescimento de Lula no país asiático superou, em termos absolutos, o da candidatura bolsonarista. Enquanto o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro ampliou sua votação em 898 votos na comparação com 2022, o petista conquistou 1.686 votos adicionais. Esse movimento reduziu a diferença entre os dois candidatos de 22.228 para 21.440 votos.
O cenário eleitoral no Japão em 2026 contou com a participação de 37.616 eleitores, de um total de 88.299 aptos a votar. Historicamente, o país tem sido um reduto de resistência às candidaturas do PT, mas a série histórica aponta que o desempenho atual é o mais expressivo do partido desde 2010, quando Dilma Rousseff obteve 26,47% dos votos válidos.
Em resumo
- Lula atingiu 7.098 votos no Japão, um recorde absoluto para o PT no país.
- O crescimento de 31,2% em relação a 2022 superou o aumento registrado pela candidatura de Flávio Bolsonaro.
- O percentual de votos válidos do petista subiu para 19,92%, reduzindo a vantagem do PL no território japonês.
Fonte: Revista Fórum

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