Política · Justiça

TSE pressiona autoridades baianas após sumiço de ônibus no dia da eleição

Corte superior exige explicações imediatas sobre a redução da frota de transporte coletivo que prejudicou eleitores em Salvador, Feira de Santana e Lauro de Freitas.

Foto: Ônibus parados em garagem em Salvador Crédito: Reprodução · Original e licença

O Tribunal Superior Eleitoral impôs um prazo rigoroso de 30 minutos para que o órgão regional da Justiça Eleitoral na Bahia e a Procuradoria-Geral Eleitoral expliquem o caos no transporte público registrado neste domingo de votação. A decisão atende a um pedido da federação Brasil da Esperança, que denunciou uma manobra para impedir o acesso da população às urnas em Salvador, Feira de Santana e Lauro de Freitas.

A coligação partidária relatou à corte que, apesar de promessas de gratuidade e operação em escala de dia útil, a frota de ônibus foi cortada drasticamente, chegando a uma redução superior a 50% na capital baiana. A federação argumentou que a falha coordenada nos três municípios impediu o exercício do voto e solicitou que o horário de votação seja estendido até as 19h para compensar o prejuízo causado aos eleitores.

Embora o tribunal regional baiano tenha tentado intervir anteriormente, determinando o retorno dos veículos às ruas por volta do meio-dia sob ameaça de multa milionária, a ordem teria sido desrespeitada. Relatos indicam que os coletivos permaneceram parados nas garagens, deixando terminais lotados e cidadãos sem alternativa de deslocamento.

Diante da gravidade do cenário, a presidência do TSE acionou uma equipe técnica para monitorar o fluxo de eleitores nas cidades afetadas. A representação protocolada pelos partidos também pede que o caso seja investigado como possível abuso de poder político, visando apurar se houve uma ação deliberada para restringir a participação popular no pleito.

Em resumo: - O TSE deu prazo de 30 minutos para explicações sobre a falta de ônibus na Bahia. - A federação Brasil da Esperança pede a extensão da votação até as 19h em três cidades. - Denúncias apontam que ordens judiciais para restabelecer a frota foram descumpridas. - A coligação solicita investigação por possível abuso de poder político.

Fonte: Brasil 247

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