Justiça Eleitoral determina frota total, mas São Paulo mantém quase 30% dos ônibus parados
Mesmo com ordem judicial para circulação máxima, SPTrans não atinge meta e eleitores enfrentam longas esperas neste domingo de segundo turno.

Foto: Ônibus de São Paulo Crédito: Renato Pinheiro/PrefSP · Original e licença
Apesar da determinação expressa da Justiça Eleitoral para que a totalidade da frota de ônibus circulasse neste domingo (25), dia de segundo turno das eleições em São Paulo, a capital paulista operava com apenas 71% dos veículos às 14h40. Dos 13.767 ônibus disponíveis, 3.981 permaneceram nas garagens, prejudicando o deslocamento de eleitores em diversas regiões da cidade.
O cenário de desabastecimento do transporte público gerou transtornos significativos, com relatos de longas esperas e pontos lotados, especialmente nas zonas Norte e Sul. Moradores de bairros como Jardim Ângela enfrentaram dificuldades severas, incluindo a espera sob chuva, para conseguir chegar aos locais de votação. A região Sudeste registrou o pior desempenho, com apenas 57,13% da frota em operação.
Em nota, a São Paulo Transporte (SPTrans) justificou o descumprimento alegando que recebeu a notificação do Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP) com menos de 12 horas de antecedência. Segundo a empresa, o prazo exíguo impossibilitou a readequação imediata das escalas de trabalho e das jornadas dos motoristas, que já estavam previamente organizadas.
A companhia afirmou que o planejamento inicial para este domingo foi baseado em critérios técnicos e dados de demanda, e que a alteração repentina imposta pela Justiça trouxe desafios operacionais. A SPTrans ressaltou que continua em contato com as concessionárias para tentar ampliar o atendimento, apesar das dificuldades logísticas enfrentadas ao longo do dia.
Em resumo
- Apenas 71% da frota de ônibus circulava em São Paulo às 14h40, descumprindo ordem judicial de 100%.
- Passageiros relataram longas esperas e dificuldades de transporte em diversas zonas da capital.
- A SPTrans alegou que o prazo de menos de 12 horas para a notificação inviabilizou a readequação das escalas de motoristas.
Fonte: Brasil 247

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