Jurista alerta para manobras que podem ameaçar a validade do pleito presidencial
Especialista aponta falhas na gestão do processo eleitoral e sugere que dificuldades enfrentadas pelos eleitores podem ser parte de uma estratégia para desestabilizar a democracia.

Foto: Lula e Flávio Bolsonaro ; PoderData - Lula e Flávio Bolsonaro (Isabella Finholdt NurPhoto via AFP / Marina Uezima BRAZIL PHOTO PRESS VIA AFP) · Original e licença
O jurista Alfredo Attié manifestou sérias preocupações sobre a integridade do segundo turno das eleições presidenciais deste domingo, 25 de outubro. Em análise transmitida pela TV Fórum, o especialista argumentou que a condução do pleito, marcado pela disputa entre o petista Luiz Inácio Lula da Silva e o candidato do PL, Flávio Bolsonaro, apresenta sinais de uma instabilidade institucional provocada deliberadamente.
Segundo Attié, a demora do Tribunal Superior Eleitoral em reagir a denúncias sobre a escassez de transporte público para eleitores sugere uma omissão que favorece o caos. O jurista traçou um paralelo com as eleições de 2022, destacando que, na época, a Justiça Eleitoral adotou medidas enérgicas contra bloqueios em rodovias, postura que ele considera ausente na atual gestão da Corte, presidida pelo ministro Kássio Nunes Marques.
Para o entrevistado, o cenário de desorganização não seria acidental. Ele avalia que grupos políticos interessados em questionar a legitimidade do resultado poderiam estar utilizando essas falhas logísticas como pretexto para tentar anular a votação, dando continuidade a movimentos golpistas anteriores. Attié enfatizou que a privação do direito ao voto, especialmente para a população de baixa renda, representa um ataque direto às instituições.
Enquanto o debate sobre a lisura do processo ganhava corpo, o ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal, e o presidente do TSE emitiram comunicados para balizar a prorrogação do horário de votação. A orientação oficial determinou que a extensão de duas horas fosse aplicada exclusivamente às seções eleitorais que ainda não haviam encerrado o recebimento de votos, mantendo a contagem regular nas demais urnas.
Em resumo: - O jurista Alfredo Attié aponta que a gestão de problemas logísticos no dia da votação pode ser uma manobra para deslegitimar o pleito. - O especialista critica a falta de prontidão do TSE em resolver denúncias de transporte. - O STF e o TSE restringiram a prorrogação do horário de votação apenas às urnas ainda abertas.
Fonte: Revista Fórum

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